A artista plástica de 84 anos morreu, esta quarta-feira, em Lisboa, disse à agência Lusa fonte da galeria que a representava, a Galeria Filomena Soares.
Nascida em Lisboa, em 1934, Helena Almeida criou, a partir dos anos 1960, uma obra multifacetada, sobretudo na área da fotografia, tornando-se uma figura destacada no panorama artístico português contemporâneo.
A exposição “O Outro Casal. Helena Almeida e Artur Rosa”, sobre a obra da artista plástica, centrada nos registos em que aparece com o marido, também artista, Artur Rosa, esteve patente desde junho ao passado dia 9, na Fundação Arpad Szenes Vieira da Silva, em Lisboa.
No passado dia 20, a artista plástica tinha inaugurado a mostra “Dentro de mim”, na galeria Helga de Alvear, em Madrid. Tinha também neste momento uma exposição na Tate Modern
, em Londres, onde se mostram as suas famosas séries “Tela Habitada” e “Desenho (com Pigmento)”.Ao Público, a curadora Isabel Carlos confirmou que a artista plástica, considerada uma das mais importantes do século XX, morreu ontem na sua casa em Sintra. “A Helena tem uma obra única que marca a arte contemporânea. E é uma artista que ultrapassou há muito a dimensão nacional. A obra da Helena – a Helena – é verdadeiramente universal”.
A curadora, que diz ter perdido uma “grande, grande amiga”, destacou-se pela forma “como fez da fotografia uma confluência de linguagens, da pintura à performance, passando pelo desenho” e acredita que continuará a ter uma “influência poderosa” no trabalho de muitos artistas.
“Tudo na obra da Helena são emoções em estado fotográfico. Ela não é apenas única, tem uma força brutal. Uma força que vem da auto-representação, que ninguém faz como ela”, diz ainda ao jornal.
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