José Sena Goulão / Lusa

Diogo Freitas do Amaral morreu nesta quinta-feira aos 78 anos de idade. O fundador do CDS estava internado nos cuidados intermédios do Hospital da CUF, em Cascais, desde meados de Setembro.

As causas da morte do antigo ministro dos Negócios Estrangeiros não foram ainda divulgadas, mas o Observador apurou que Freitas do Amaral morreu depois de uma paragem cardíaca.

O antigo presidente e fundador do CDS estava internado desde o dia 14 de Setembro, conforme transmitiu à agência Lusa fonte da sua família. O internamento terá sido motivado por hemorragias fortes em consequência de um cancro nos ossos, segundo revelou o Correio da Manhã.

No final de Junho deste ano, Freitas do Amaral lançou o seu terceiro livro de memórias políticas, intitulado “Mais 35 anos de democracia – um percurso singular”, que abrange o período entre 1982 e 2017, editado pela Bertrand.

Nessa ocasião, em que contou com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro líder do CDS e candidato nas presidenciais de 1986 recordou o seu “percurso singular” de intervenção política, afirmando que acentuou valores ora de direita ora de esquerda, face às conjunturas, mas sempre “no quadro amplo” da democracia-cristã.

Freitas do Amaral fez parte de governos da Aliança Democrática (AD), entre 1979 e 1983, e mais tarde do PS, entre 2005 e 2006, após ter saído do CDS em 1992.

[sc name=”assina” by=”ZAP” source=”Lusa”]