O empresário português morreu esta quarta-feira, aos 79 anos. A morte de Belmiro de Azevedo já era esperada, uma vez que estava internado desde segunda-feira.
Belmiro de Azevedo nasceu há 79 anos em Tuias, Marco de Canaveses e sucessivamente foi considerado como um dos empresários mais ricos do mundo. Em 2016, a Forbes colocava-o entre os 1100 maiores do mundo.
Começou a trabalhar na Efanor e mais tarde mudou-se para a Sonae – que viria a liderar a partir de 1974, tornando-se sócio maioritário a meio da década de 1980.
Durante mais de 40 anos, Belmiro presidiu o Conselho de Administração da Sonae, tendo abandonado o cargo em 2015, grupo que detém o Continente, a NOS e o Público.
Em paralelo com a atividade empresarial, criou, em 1991, a Fundação Belmiro de Azevedo, dedicada ao mecenato nas áreas da Educação, das Artes, da Cultura e da Solidariedade.
No seu discurso de despedida da vida profissional, ao fim de 50 anos, deixou um testemunho positivo: “Tivemos muitos sucessos durante esta história
, em que aprendi que, para prosperar, temos de estar em constante processo de mudança e de melhoria contínua”.Nas últimas duas décadas, o empresário foi agraciado com vários títulos, em Portugal e lá fora, como o grau de Comendador da Ordem do Mérito Civil de Espanha em 1999, o grau de Comendador da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, no Brasil, em 2000 e a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, a mais alta condecoração atribuída em Portugal, a 5 de Janeiro de 2006 – concedida ainda pelo Presidente Jorge Sampaio.
Belmiro de Azevedo deixa três filhos, Maria Cláudia de Azevedo, Nuno Miguel de Azevedo e Paulo de Azevedo, atual CEO da Sonae.
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Afinal os ricos também morrem.