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Jorge Moreira da Silva, ex-ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia

Jorge Moreira da Silva, antigo ministro do Ambiente, defende a realização de um congresso extraordinário no PSD “bem antes das eleições autárquicas e legislativas”.

Criticando a atuação do PSD na solução governativa dos Açores que envolve o Chega, o ex-ministro do Ambiente e ex-vice-presidente do PSD, Jorge Moreira da Silva, defende um congresso extraordinário “bem antes das eleições autárquicas e legislativas”.

Num artigo de opinião no Público, o antigo governante garante que se baterá “pela interdição de qualquer tipo de entendimento pré ou pós-eleitoral” porque “não se fazem acordos com partidos xenófobos, racistas, extremistas e populistas“.

Para Moreira da Silva, o acordo entre o PSD e o Chega para viabilizar um governo de direita na Região Autónoma dos Açores é um “assunto grave”, apesar de admitir que “não se pode impedir esses partidos de viabilizar as propostas ou o programa de governo”, já que essa é uma liberdade que têm, diz que “os limites são claros”.

“Não se conversa, informal ou formalmente, e muito menos se negoceia com esses partidos”, escreveu o antigo ministro do Governo de Pedro Passos Coelho. Na sequência do acordo celebrado, questiona “o que sobra” do partido, considerando que se trata de uma questão de identidade da “atual direção” do partido.

Moreira da Silva sublinha que o que se passou nos Açores é uma “alteração radical do posicionamento ideológico e programático do PSD e uma traição ao seu quadro de valores e princípios”, ainda que assuma a competência de José Manuel Bolieiro para assumir

o cargo.

Ainda assim, considera que o efeito desta negociação trará efeitos nos próximos atos eleitorais. Dessa forma, frisa a necessidade de reunir o partido em congresso extraordinário para “definição da política de coligações e entendimentos” e clarificação da “questão de identidade” da direção do PSD.

“Como poderá ser o PSD portador desse novo projeto político – aberto, moderno, cosmopolita, inovador, arejado – se, aos olhos dos eleitores, nos aproximamos agora daqueles que são portadores de visões perversas, sectárias, retrógadas e bafientas da sociedade?”, questionou, sublinhando que os “eleitores ficaram com legítimas dúvidas quanto à possibilidade de serem celebrados acordos pós-eleitorais nas autárquicas e nas legislativas entre o PSD e o Chega”.

Por último, Jorge Moreira da Silva reitera que não acredita que “os militantes do PSD partilhem da opção estratégica traduzida no acordo PSD-Chega”, já que os valores e princípios do partido “não são, de modo algum, compatíveis com quaisquer vizinhanças políticas (buscadas ou aceites) com o Chega e com as suas grotescas propostas”.

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