ANA / VINCI Aeroportos

Projeto para novo Aeroporto no Montijo

A pandemia de covid-19 não vai alterar um projeto “considerado necessário há mais de 50 anos”, sublinhou o primeiro-ministro na conferência da Confederação do Turismo de Portugal (CTP).

Acelerar a recuperação do turismo, um dos setores mais prejudicados pela pandemia de covid-19, passa por dar continuidade ao projeto do aeroporto do Montijo.

“Temos trabalhado com a ANA e o município da Moita para que nada justifique atrasos no calendário estabelecido e podermos ter um novo aeroporto em Lisboa para o que será a procura pós-covid”, disse o primeiro-ministro, esta segunda-feira, na conferência da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), citado pelo Expresso.

Não será uma pandemia a alterar um projeto considerado necessário há mais de 50 anos”, afirmou ainda António Costa, salientando que o “turismo pós-covid vai ser seguramente um bom setor de atividade num país que é o melhor destino do mundo há três anos consecutivos”.

O problema reside em “como chegar ao pós-covid”, numa crise que não se sabe “quanto tempo vai durar” e que “atingiu brutalmente as empresas de turismo”.

Neste momento, a prioridade do Executivo é “preservar o mais possível os ativos deste setor”. “Precisamos de empresas para recuperar a atividade em pleno, tal como não podemos deixar perder os seus recursos qualificados.”

Flexibilização da medida de apoio à retoma para o turismo

António Costa anunciou que o Governo está a preparar uma flexibilização da medida de apoio à retoma, que veio substituir o lay-off simplificado, assim como uma iniciativa que permitirá reaver parte do IVA dos serviços de turismo e restauração.

O governante adiantou que, tendo em conta a evolução da economia, está a “preparar a flexibilização da medida de apoio à retoma, sucedâneo do lay-off simplificado”, sem adiantar mais detalhes.

O lay-off simplificado foi substituído em agosto pela medida de apoio à retoma progressiva e pelo incentivo financeiro extraordinário à normalização da atividade empresarial – que contempla um apoio equivalente a dois salários mínimos por trabalhador pago ao longo de seis meses ou a um salário mínimo pago de uma vez.

Manter o lay-off simplificado no turismo é uma reivindicação do setor, uma vez queo programa sucedâneo não se adapta à atividade, pois tem como pressuposto a recuperação económica, algo que não se verificou a nível turístico.

[sc name=”assina” by=”ZAP” url=”” source=”Lusa”]