Paulo Novais / Lusa
O presidente do CDS explicou que o partido mudou de posição quanto à localização do novo aeroporto depois de uma conversa que teve com António Pires de Lima, antigo ministro da Economia do Governo PSD/CDS.
Tal como conta o jornal Observador, na moção apresentada por Francisco Rodrigues dos Santos e aprovada pelos centristas no congresso de janeiro que o consagrou novo líder, o CDS defende que o novo aeroporto deve ser construído em Alverca.
Volvidos 35 dias, o líder do CDS disse, na Feira do Queijo da Serra de Celorico da Beira, que o CDS “tudo fará” para que o projeto do Aeroporto do Montijo não seja chumbado, mostrando publicamente que a posição do partido mudou.
Questionado pelo Observador sobre esta alteração, o presidente do CDS explicou esta segunda-feira que mudança de posição ocorreu depois de uma conversa com António Pires de Lima, que o convenceu com “elementos técnicos” que o Montijo representa não só uma solução mais rápida como também mais barata.
“Desde o Congresso, tive a oportunidade de conversar com António Pires de Lima – que, como é sabido, não me apoiou, mas que respeito – que nos forneceu elementos técnicos que desconhecíamos e que justificam a preferência pelo Montijo”, disse ao jornal.
E continuou: “Alverca apresentaria uma exequibilidade operacional muito menor face ao Montijo, dada a dificuldade de exploração da capacidade do espaço aéreo na região Global de Lisboa juntamente com a Portela (corredores aéreos)”. No entanto, “dado que a Portela se encontra esgotada e atenta a urgência da construção, Alverca demoraria significativamente mais tempo a ficar disponível quando comparado com o Montijo (disponibilidade da solução menor face ao Montijo) e ficaria mais cara”.
Francisco Rodrigues dos Santos sugere ainda que fez esta alteração para honrar compromissos da anterior direção, liderada por Assunção Cristas, que abandonou funções depois dos resultados obtidos nas eleições legislativas de outubro.
“Esta Direção sempre afirmou que respeita toda a história do partido e está disponível para construir os consensos em nome do interesse nacional, como sucedeu neste caso”.
A moção em causa, recorde-se, foi aprovada 671 votos, 46% do total dos militantes, e deve servir como guia para o programa do líder do partido.
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Mais barata????
Construir num terreno pantanoso?
Vai ser daquelas Obras , como antigamente, que havia derrapagens para o Dobro do inicial