Mário Cruz / Lusa

Esta segunda-feira, alguns membros do Livre apresentaram uma moção para que, caso Joacine Katar Moreira não renuncie às suas funções, lhe seja retirada a confiança política.

Na lista de 18 moções que serão discutidas e votadas no Congresso do partido, agendado para os dias 18 e 19 de janeiro, há uma moção que pede que a deputada Joacine Katar Moreira “renuncie às suas funções” no Parlamento e, caso não aconteçam que lhe seja “retirada a confiança política”.

Segundo o Observador, a moção Recuperar o Livre, resgatar a política ​é subscrita por cinco apoiantes do Livre, o número mínimo exigido no regulamento do partido para que as moções sejam votadas no congresso.

“Heis-nos chegados a um ponto em que as causas defendidas pelo LIVRE parecem não conseguir sobrepor-se ao ruído constante provocado pelos faits divers mais estapafúrdios; em que o coletivo parece soçobrar numa desmedida exposição mediática do indivíduo; em que o partido se arrisca a ver a sua própria sobrevivência posta em causa. Assim sendo, no caso de a deputada não se dispuser a renunciar às suas funções, o LIVRE não tem outra alternativa a não ser retirar-lhe a confiança política“, lê-se no texto da moção.

Os signatários apontam “as peripécias, atribulações e polémicas internas em que se viu envolvido” desde outubro, que, de acordo com a moção, conduziram “à degradação da imagem pública e da credibilidade do partido”.

“Por outro lado, a falta de articulação entre os órgãos do partido e o gabinete parlamentar, agravada pelas constantes declarações à comunicação social, afetaram, de modo insanável, as relações institucionais entre os órgãos do Livre e a deputada eleita”, consideram.

Além disso, os signatários apontam pouco trabalho parlamentar e dizem que “a situação é não apenas preocupante como confrangedora”, uma vez que foram apresentadas “apenas duas iniciativas”. Uma das falhas apontadas pelo grupo é a entrega – já fora do prazo – do projeto de lei de alteração à lei da nacionalidade,

No Congresso do próximo fim de semana, serão eleitos os novos órgãos nacionais do partido e para os quais não há qualquer candidatura de Joacine Katar Moreira que poderá, assim, ficar desvinculada do partido – caso a moção seja aprovada.

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