Lillie Paquette / School of Engineering

Os estudantes do MIT Jeremy Stroming, Tori Wuthrich e Nicholas James inspecionam pedaços de meteoritos

Estudantes do Instituto Tecnológico de Massachusetts, MIT, desenvolveram o projecto de uma nova missão para ser enviada pela NASA em 2026 ao asteróide Apophis, um dos objectos mais perigosos do espaço próximo.

Segundo o Space.com, uma equipa de estudantes do MIT – Instituto Tecnológico do Massachusetts, nos EUA, desenvolveu o projecto de uma nova missão para ser enviada pela NASA em 2026 ao gigantesco asteróide Apophis, um dos objectos mais perigosos do espaço próximo, que vai passar próximo da Terra em 2029 e 2036.

O mítico asteróide 2004 MN4, ou Apophis, foi durante muito tempo considerado o asteróide mais perigoso para a humanidade, bem como para toda a vida terrestre.

Este corpo celeste é bastante grande: o seu diâmetro é de cerca de 320 metros, pesa entre 20 e 40 milhões de toneladas, e se colidisse com a Terra poderia provocar um ELE, Extintion Level Event: a extinção de várias espécies terrestres, entre as quais a humana. Felizmente, a probabilidade de que tal aconteça é muito baixa.

A equipa de 20 estudantes e dois professores do MIT desenvolveu os planos detalhados para a criação de uma sonda que possa ser enviada ao asteróide

no momento da sua aproximação máxima à Terra, para medir com exactidão o seu peso, forma, densidade, velocidade de rotação e outras características físicas.

Esta nave espacial, segundo explicam os cientistas, combina as características de missão científica, como o projecto OSIRIS-REx, recentemente enviado a outro asteróide perigoso, o “asteróide da morte” Bennu (1999 RQ36), mas também elementos de defesa planetária, para avaliar o nível de ameaça e procurar formas de o destruir.

Karl Tate / space.com

O Apophis vai cortar a barba (bem curtinha) ao planeta Terra

Para levar a sonda do MIT ao Apophis, a nave da NASA teria que ser lançada ao espaço em agosto de 2026, para chegar em 2029 à melhor posição para medir e observar a aproximação, passagem e afastamento do corpo celeste.

O asteróide vai passar a uma distância da Terra inferior à da órbita dos satélites terrestres. “O Apophis vai passar tão perto da Terra, que a gravidade terrestre vai alterar a sua trajectória”, diz David Miller, professor de Aeronáutica e Astronáutica do MIT.

“O que nós descobrirmos nessa missão ao Apophis pode dar-nos informação para montar uma defesa planetária no caso de algum dia identificarmos um asteróide em rota de colisão com a Terra”, acrescenta Miller.

O projecto já atraiu a atenção da NASA, e o director do seu Departamento de Defesa Planetária, Lindley Johnson, adiantou que o projecto do MIT vai agora ser enviado como proposta para nova missão da agência espacial norte-americana.

ancientartpodcast / Flickr

“Apophis: Project Madness 101”, por Bob Bello

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