(dv) KCNA / YONHAP

Míssil balístico intercontinental norte-coreano Hwasong-14 lançado em local não divulgado na Coreia do Norte

A Coreia do Norte divulgou agora fotografias do último míssil balístico intercontinental lançado, o Hawsong-15, e a reação geral dos especialistas em mísseis foi “uau”.

O projetil parece, à primeira vista, confirmar a declaração do regime norte-coreano de que o foguete é mais avançado tecnologicamente do que os desenvolvidos antes, de acordo com a GNI.

Embora ainda haja muitos detalhes que não podem ser vistos nas fotografias e a Coreia do Norte tenha um registo inglório de exagero, os analistas concordam que o Hwasong-15 marca um grande avanço no desenvolvimento de mísseis

do regime norte-coreano.

“Esre é, de facto, um grande míssil, muito maior do que eu esperava“, explicou Scott LaFoy, analista de imagens do site especializado NK News. “Um dos meus professores referiu-se a este como um grande míssil”.

Muitos analistas notaram que o projétil era parecido com o American Titan II, inicialmente um ICBM, mas depois foi usado pela Força Aérea dos EUA e pela NASA como veículo de lançamento espacial.

Os mísseis Hwasong-14 e 15 provavelmente carregaram apenas cargas muito pequenas, que exageram o alcance que um míssil norte-coreano pode voar, disse Michael Elleman, alto funcionário de defesa antimíssil no Instituto Internacional de Estudos Estratégicos. Basicamente, quanto mais pesada for a ogiva, mais curta é a distância que o projétil pode viajar.

Se o Hwasong-15 foi equipado com uma carga de meia tonelada e manteve numa trajetória padrão, provavelmente poderia voar aproximadamente 8.529 quilómetros, o que significa que uma carga de 600 quilos mal chegaria a Seattle, escreveu Elleman.

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