Tiago Petinga / Lusa

O ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira.

O ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, admitiu esta terça-feira a possibilidade do Estado vir a nacionalizar empresas, caso seja necessário para combater as consequências económicas do surto de Covid-19.

“O Estado tem ferramentas para nacionalizar empresas e vai usá-las se achar conveniente”, disse Siza Vieira à TSF, citado pelo Observador. Relativamente à TAP, disse que o Governo “não deixará de usar todos os poderes a ser favor para salvaguardar a posição estratégica” da companhia aérea e “assegurar a preservação” do valor da empresa.

O ministro da Economia aproveitou para afirmar que “a estabilidade política e maturidade dos protagonistas políticos” tem ajudado o país a ultrapassar a situação. Quanto à economia, sublinhou que o “foco primeiro é o da emergência, mas ao mesmo tempo temos de pensar na retoma”.

Rejeitando medidas de austeridade após a crise sanitária, declarou que “só se sai desta crise com capacidade de apoiar crescimento da economia”. “Pôr austeridade em cima de travão que veio de fora só pode agravar os problemas”, avisou.

Siza Vieira disse que “o Governo está atento ao papel da comunicação social e procurará dar uma resposta ao paradoxo com maiores audiências de sempre e as receitas a cair”, frisando que “o setor da comunicação social é como o Serviço Nacional de Saúde

, as forças de segurança, a Segurança Social, é nestes momentos de crise que certificamos que são essenciais”.

O ministro acrescentou que fez pedido à Comissão Europeia para lançar novas linhas de crédito com uma margem de 7 mil milhões de euros e que, para que as empresas tenham liquidez, ordenou que se acelerasse “o pagamento de quase 120 milhões de euros” de dívidas a fornecedores.

“Tivemos a primeira infeção no dia 2 de março, dia 12 encerrámos escolas e na semana seguinte decretámos estado de emergência. Nenhum país no mundo fez isto tão cedo”, indicou ainda Siza Vieira.

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