Um manto de espuma cobre a água do Rio Tejo, junto ao açude de Abrantes.
O ministro do Ambiente, João Matos Fernandes
O ambientalista Arlindo Marques afirma que o foco da poluição terá origem em empresas de Vila Velha de Rodão.
Um manto de espuma cobre a água do Rio Tejo, junto ao açude de Abrantes.
Uma das causas da origem do problema de poluição no rio Tejo estará relacionada com um incidente registado na Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Abrantes
A água do Rio Tejo apresenta coloração castanha escura e espuma junto ao açude de Abrantes

Não atribui culpas à empresa de celulose pelo último incidente, mas o ministro do Ambiente, Matos Fernandes, admite que o Tejo “não aguenta tanta carga orgânica”.

Quarta-feira amanheceu em Abrantes com o Tejo coberto por um manto de espuma “assustador”, como denunciou o ambientalista do movimento proTEJO, Arlindo Marques, através das redes sociais.

As autoridades ainda não sabem com certezas de quem é a culpa, mas para já, os olhos repousam na ETAR de Abrantes, apontada como a principal culpada do “atentado ambiental no Tejo”.

Uma das causas da origem do problema de poluição no rio Tejo estará relacionada com um incidente registado na Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Abrantes. Segundo apurou a TSF na quinta-feira, terá ocorrido uma descarga inadvertida de lamas da ETAR de Abrantes diretamente para as águas do rio Tejo.

Agora, como medida de precaução, João Pedro Matos Fernandes, anunciou que a empresa Celtejo “terá de reduzir para metade o volume do efluente rejeitado

o que implica a redução da laboração durante dez dias”, avança o Expresso.

No final desse tempo, serão feitas novas análise para avaliar a concentração de oxigénio dissolvido na água, um parâmetro que não deverá ter um valor inferior a cinco miligramas por litro, mas que a 24 de janeiro chegou a atingir 1,1 miligramas por litro.

O ministro sublinha que “não está a atribuir a responsabilidade por este incidente no Tejo à Celtejo”, porém não acredita que o rio “suporte a quantidade de carga orgânica que está a receber”.

Os responsáveis pelo incidente de quarta-feira só poderão ser identificados após análise às amostras recolhidas em vários pontos do rio e às ETAR da região, junto das quais foram colocados sensores.

Seis veículos pesados começaram na manhã deste sábado a aspirar a espuma acumulada no rio Tejo, visível desde quarta-feira sobretudo junto ao açude de Abrantes.

A medida de urgência é essencial para assegurar a limpeza das águas e foi anunciada ontem pelo Governo.

[sc name=”assina” by=”ZAP” source=”Lusa” ]