António Cotrim / Lusa

O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes

O ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, prevê que “em 2050, não vamos precisar de ter um carro”. Uma declaração que surge depois de ter preconizado que os automóveis a diesel estão em vias de extinção.

Foi durante uma intervenção em Inglês, na cimeira da Climate Change Leadership Porto, na Alfândega do Porto, que o ministro do Ambiente abordou a sua perspectiva quanto às tendências de futuro em termos de mobilidade e transporte.

“Em 2050, os engarrafamentos serão uma coisa do passado: a mobilidade será pública, partilhada, activa, conectada e zero-emissões de carbono. Não vamos precisar de ter um carro”, apontou João Matos Fernandes, como cita o Expresso.

Na óptica do ministro, a tendência é, cada vez mais, para a partilha de recursos, numa estratégia de economia circular, em que as pessoas podem prescindir de ser proprietárias de carros próprios. Ao invés, a aposta será no aluguer ou partilha de veículos, pagando-se pelo seu uso, como já acontece nalgumas cidades.

João Matos Fernandes chegou à conferência de carro eléctrico, um tipo de automóvel “que já está no futuro”, como sublinhou, depois de ter afirmado, com grande controvérsia, que os veículos a diesel vão acabar nos próximos anos

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“No futuro os carros a gasóleo não serão competitivos“, reforçou, sustentando que o objectivo é “ter 20% de energias renováveis no consumo nos transportes”.

Perspectivando a vida em sociedade no ano de 2050, o ministro salientou que haverá edifícios a “produzir mais energia do que aquela que consomem” e que “será normal usar água da chuva”, bem como “água tratada depois de usada” para as rotinas diárias e para beber.

“As áreas urbanas serão regeneradas, não construídas de novo”, afirmou também, realçando que “serão desenhadas em função das necessidade de proximidade dos cidadãos” e que “os edifícios serão montados e desmontados como blocos de Lego“.

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