Sylvi Listhaug, a nova ministra da Saúde da Noruega, foi nomeada e já está a gerar polémica, depois de afirmar que as pessoas devem poder comer, beber e fumar “tanto quanto quiserem”.
A nova ministra da Saúde da Noruega fez declarações que estão a gerar controvérsia e várias críticas, com especialistas a acusarem Sylvi Listhaug de “pouco saber” sobre saúde pública. Em causa estão argumentos que a governante apresentou sobre o consumo de carnes vermelhas, álcool e tabaco.
Numa entrevista concedida à televisão estatal NRK, na segunda-feira, Listhaug afirmou que os cidadãos devem ser livres para comer carnes vermelhas, beber e fumar sem restrições. “Não pretendo ser uma polícia moral, e não vou dizer às pessoas como devem viver as suas vidas, mas quero ajudá-las a obter informação que formará as bases para fazerem escolhas acho que as pessoas sabem o que é saudável e o que não é.”
De acordo com a SIC Notícias, a ministra foi questionada sobre os fumadores, e disse acreditar que muitos se consideram párias, obrigados a esconder-se, e “isso é estúpido”.
“Embora fumar seja prejudicial, os adultos devem decidir por si próprios
o que fazem. A única coisa que devemos fazer enquanto governantes é proporcionar informação para que possam fazer escolhas informadas. É por isso que devemos conceber uma estratégia agora, que irá prevenir os jovens antes de começaram a fumar”, sublinhou.Segundo a BBC, as reações não tardaram em surgir, tendo inclusive a Sociedade Norueguesa para o Cancro considerado que os comentários de Sylvi Listhaug são “potencialmente prejudiciais à saúde pública”, por acreditar que muitos vão seguir os argumentos apresentados pela ministra.
Listhaug não é novata no que toca a polémicas. Há um ano, foi obrigada a demitir-se por ter acusado vários partidos de colocarem os direitos de “terroristas” acima da segurança nacional. Também em 2016 foi ridicularizada depois de saltar de um barco para o Mediterrâneo para experienciar o que era ser refugiado.
[sc name=”assina” by=”ZAP” url=”” source=””]
Tudo o que seja o estado a impor aquilo que são escolhas com consequências meramente pessoais, é infantilizar a população e abuso de poder das polícias morais e polícias de pensamento!.. O que a ministra diz faz sentido... Não num sentido libertariano de extrema direita, mas num sentido humanista de respeito pela liberdade individual. Intressaria saber em que contexto ela coloca a questão. As pessoas devem ser livres de agir desde que não comprometam a liberdade dos outros. Concretamente, as pessoas devem poder comer, beber e fumar à sua vontade. Depois se tiverem consequências para a saúde delas, arquem com a responsabilidade. Liberdade implica maior responsabilidade.
Todos estamos a ser mais envenenados pelos pesticidas e pela poluição dos combustíveis fósseis do que por comer carne ou por fumar. Com uma agravante: Fumar (desde que em locais abertos ou onde se esteja sozinho) e beber só prejudica a saúde própria. Enquanto que a poluição dos pesticidas e combustíveis fósseis, prejudica terceiros em massa!.. Dizer que a liberdade de fumar ou beber, ou mais ridículo ainda, de comer... Tem consequências nos custos para a saúde no estado social, é uma falsíssima questão. A poluição sim tem custos enormes para o estado em termos de saúde e no entanto ninguém mexe nisso porque isso interfere com os lucros obscenos dos grandes interesses económicos. Agora chatear o zé povinho nas suas mais elementares liberdades... Isso está sempre na ordem do dia!.. Menos na Escandinávia, e ainda bem!.. Haja algum sítio no mundo! É pena ser tão frio, senão eu já lá estava!
Dito isto, convirá perceber se atrás disto não vem uma agenda de ode ao individualismo autista, de alguma extrema direita populista. Se assim for, aproveite-se a medida que é boa mas mantenha-se olho aberto às próximas propostas desta ministra. Nem todas poderão ser tão justas.