Miguel Gutierrez / EPA
Membros da Guarda Nacional Bolivariana do peresidente Nicolás Maduro cercam o edifício do Ministério Público da Venezuela
As forças de segurança cercaram a entrada do Ministério Público da Venezuela, em Caracas, segundo a procuradora-geral, Luísa Ortega Díaz.
Segundo a procuradora geral Luísa Ortega Diniz, as forças de segurança cercaram este sábado a entrada do Ministério Público da Venezuela, em Caracas.
Esta movimentação surge antes de uma sessão da Assembleia Constituinte eleita no domingo num escrutínio que foi boicotado pela oposição venezuelana e fortemente contestado a nível internacional.
Este órgão, que tomou posse na sexta-feira, terá a missão de redigir uma nova Constituição e os seus membros comprometeram-se a agir rapidamente contra os opositores do presidente Nicolas Maduro.
“Não pensem que vamos esperar semanas, meses ou anos”, disse a ex-ministra das Relações Exteriores, Delcy Rodriguez, na sexta-feira, depois de ter sido eleito por unanimidade por todos os 545 delegados para liderar a Assembleia.
“Amanhã começamos a agir“, disse.
No Twitter, Luísa Ortega diz que este é um “cerco” militar, publicando fotos aparentemente tiradas de câmaras de segurança que mostravam cerca de 30 guardas nacionais.
O escrutínio de domingo ficou marcado por violentos confrontos entre os opositores de Maduro e as forças de segurança venezuelanas em várias cidades, incluindo na capital Caracas, que fizeram 10 mortos.
Na quarta-feira, a empresa responsável pela contagem dos votos do escrutínio, a britânica SmartMatic, denunciou que os dados da participação na eleição de domingo foram “manipulados“, admitindo que a diferença entre a participação real e a anunciada pelas autoridades venezuelanas “é de pelo menos um milhão de votos”.
Na quinta-feira, a procuradora-geral da Venezuela, Luísa Ortega Díaz, anunciou a abertura de uma investigação sobre a alegada manipulação
eleitoral.A vaga de contestação contra o governo de Maduro começou em abril passado e desde então 121 pessoas perderam a vida, quase 2 mil ficaram feridas e mais de 5 mil foram detidas.
Luísa Ortega Diníz afastada
A nova Assembleia Constituinte da Venezuela afastou hoje a procuradora-geral Luísa Ortega Díaz.
A procuradora tinha-se tornado uma das principais desafiadoras do presidente Nicólas Maduro, que acusou de praticar “terrorismo de Estado” e de converter a Venezuela num “Estado policial”.
Além de ter ordenado uma investigação contra o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), na sequência das declarações de “manipulação” dos resultados das eleições para a Assembleia Constituinte, Ortega deu início a uma investigação por crimes contra a humanidade que considera terem sido cometidos após a convocatória desta eleição.
Luisa Ortega Díaz considerou que “tudo o que tem causado” a convocatória para a eleição para a Assembleia Constituinte, promovida pelo governo de Nicolás Maduro, como mortes, homicídios e “extorsão de funcionários públicos”, configura crimes contra a humanidade.
[sc name=”assina” by=”ZAP” source=”Lusa”]
Quando é que este estêrco do maduro cai de pôdre, o mânfio é completamente marado.