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Paulo Portas, ex-vice-primeiro-ministro e ex-líder do CDS.

O Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa está a investigar a denúncia feita contra Paulo Portas por uma empresa de Ourém que acusa o ex-vice-primeiro-ministro de ter exercido pressões para favorecer a Mota-Engil, num concurso público.

O jornal Público adianta que o DIAP está a analisar a queixa apresentada pela Tecnorém no âmbito do concurso público para a construção da Escola NATO de Comunicações e Sistemas de Informações, em Oeiras.

Está previsto que a obra, que foi adjudicada à Mota-Engil por 19,5 milhões de euros, arranque no início de Maio.

A Tecnorém que venceu, inicialmente, o concurso público, acabou preterida, após reclamação da Mota-Engil. A empresa de construção civil acusa Paulo Portas de ter feito pressões, junto do diretor-geral de Recursos do Ministério da Defesa, Alberto Coelho, em “claro favorecimento da Mota-Engil”, empresa que o contratou

como consultor em 2016, depois de ele ter deixado a Assembleia da República como deputado.

“Tenho provas e factos para apresentar ao Ministério Público sobre diligências de Paulo Portas junto de Alberto Coelho”, garante o advogado da Tecnorém, Francisco Silva Pereira, ao jornal Público.

Entre as alegações da empresa estão as relações próximas entre Paulo Portas e Alberto Coelho que é presidente do Conselho de Fiscalização do CDS-PP. A Tecnorém frisa, nomeadamente, o facto de Alberto Coelho ser diretor-geral de Pessoal e Infraestruturas do Ministério da Defesa quando Paulo Portas foi ministro da Defesa, em 2002.

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