Ministério Público espanhol pediu esta quinta-feira “prisão incondicional” para oito ex-membros do governo catalão, que declarou unilateralmente a independência no passado dia 27 de outubro.
Só o ex-ministro Santi Vila – que saiu do governo antes da declaração da independência – poderá ficar em liberdade sob uma fiança de 50 mil euros, segundo o Ministério Público.
Por enquanto, não foi pedida nenhuma ordem de detenção europeia para Carles Puigdemont e os quatro ex-membros do parlamento catalão que se encontram em Bruxelas.
O Supremo Tribunal espanhol decidiu colocar os seis deputados regionais, entre eles a presidente do parlamento da Catalunha, Carme Forcadell, em vigilância policial
até daqui a uma semana, quando voltarem a ser ouvidos pelo tribunal.“Voltamos para casa. Obrigada a todos e todas pelo trabalho, apoio e esforço. Todo o apoio aos conselheiros que falaram na Audiência Nacional”, escreveu Carme Forcadell no Twitter.
Segundo fontes do Tribunal Supremo, o juiz aceitou o pedido do procurador que fez este pedido depois da decisão de suspender as audiências que começaram esta manhã até 9 de novembro.
[sc name=”assina” by=”” url=”” source=”Lusa”]
O Estado espanhol vive numa realidade paralela. Não compreende que a Espanha é um conjunto de diferenças, de autonomias e de nações e o que o seu papel deveria consistir em harmonizá-las ao invés de impor uma unidade falsa e forçada.
Se prenderem estes dirigentes catalães, eleitos democraticamente pelo povo e não colocados pela administração central, são pouco inteligentes e o tiro rapidamente lhes sairá pela culatra, aumentando a contestação das ruas e reforçando os propósitos independentistas.
Franco fez o mesmo. Mas, como está à vista, a liberdade e a vontade dos povos nunca se consegue sufocar. Podem-se adormecer temporariamente, mas elas ressurgem sempre com mais força.