Rodrigo Antunes / Lusa

O empresário Carlos Santos Silva, amigo de José Sócrates

Há novos dados sobre a investigação do Ministério Público em torno do dinheiro das contas de Carlos Santos Silva que se acredita ser, afinal, de José Sócrates. A equipa do procurador Rosário Teixeira ter-se-á centrado numa conta bancária em particular, por onde circularam mais de 17 milhões de euros.

Estas informações são avançadas pela TVI 24, que destaca que as investigações em torno da Operação Marquês detectaram esta nova conta BES em nome de Carlos Santos Silva e apuraram que a mesma movimentou mais de 17 milhões de euros, limitando-se a pagar “despesas ligadas a José Sócrates”.

Segundo a TVI 24, o procurador afirma que o dinheiro é do ex-governante e que a documentação recolhida permitiu “concluir que teve origem no Grupo Lena, a quem os governos do antigo primeiro-ministro adjudicaram várias obras públicas”.

A defesa de José Sócrates alega que as verbas em causa se tratam de empréstimos feitos por Carlos Santos Silva e refutam quaisquer ideias de corrupção.

Mas o Ministério Público está seguro de que o empresário actuou como testa de ferro do ex-primeiro-ministro e, para o provar, traçam em detalhe os movimentos da conta entre 2010 e 2012.

Entre os exemplos citados pela TVI 24 está o facto de Carlos Santos Silva ter adquirido, em 2012, um apartamento em Paris e comprado uma casa à mãe de José Sócrates num valor global de quase 3,5 milhões de euros, dos quais 3 milhões terão saído da tal conta BES.

A TVI 24 sustenta que a investigação acredita que está em causa um “património autónomo” que Santos Silva geria directamente, pagando despesas relativas a José Sócrates, ou enviando-lhe dinheiro através de amigos, familiares ou do motorista João Perna.

ZAP