Paulo Novais / Lusa
O inquérito à Autoridade Nacional de Proteção Civil foi ordenado pelo secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, e que deverá ser entregue à tutela até ao dia 30 de setembro.
O Ministério da Administração Interna ordenou, esta segunda-feira, um inquérito à Autoridade Nacional de Proteção Civil sobre as condições de fornecimento de refeições aos bombeiros que, este mês, têm participado nas operações de combate aos grandes incêndios.
Numa nota enviada à agência Lusa é referido que o inquérito à ANPC foi ordenado pelo secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, e que deverá ser entregue à tutela até ao dia 30 de setembro.
O inquérito, refere a nota, “tem por base várias denúncias, segundo as quais as refeições são inapropriadas, face ao desgaste a que os operacionais são sujeitos neste tipo de missão”.
O Ministério da Administração Interna recebeu “várias denúncias, segundo as quais as refeições são inapropriadas, face ao desgaste a que os operacionais são sujeitos neste tipo de missão”.
Cabe à Autoridade Nacional de Proteção Civil suportar financeiramente as refeições dos operacionais que participam no combate aos incêndios.
As refeições têm os seguintes valores: sete euros por cada almoço e jantar, pequeno-almoço, lanche e dois reforços (1,80 euros), o que representa diariamente 21,20 euros por cada operacional.
O Ministério da Administração Interna acrescenta que “os corpos de bombeiros e as câmaras municipais, da área onde decorre o incêndio, têm a responsabilidade do apoio logístico das diversas entidades integrantes do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF), nomeadamente a alimentação dos operacionais envolvidos nos teatros de operações”.
De acordo com um vídeo reproduzido pelo Jornal de Notícias, os operacionais no centro do país que combatiam fogos foram alimentados por sandes vazias que chegaram em sacos do lixo.
“Não reconheço isenção à Proteção Civil”
O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Jaime Marta Soares, considera que o inquérito ordenado pelo Ministério da Administração Interna à Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) não passa de uma “fuga para a frente”, uma vez que “a ANPC é uma das responsáveis do processo”.
Marta Soares explica ao Expresso que, apesar de acreditar que o inquérito “se justifica perfeitamente”, a investigação deveria ser conduzida por “uma autoridade independente ligada ao setor”.
Tudo porque “a ANPC também está envolvida, coordena e comanda as operações – mas o que corre bem é com eles, e o que corre mal é com os outros. Não lhe reconheço isenção, não pode ser juiz na sua casa“, remata.
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Já viram porque há tantos incêndios? É por isto... e muito mais. MUITA GENTE A ENCHER OS BOLSOS COM OS FOGOS. Só perdem as pessoas afectadas pelos fogos, algumas infelizmente, até a vida. De resto todos ganham... desde os que vendem comida até aos bombeiros. Já viram bombeiros a apagar fogos na sua propria terra? Não, são deslocados. Vêm os de Lisboa para o Norte e os do Norte para Lisboa. Sabem porquê? Porque só ganham... e muito, se forem deslocados. O Jaime Soares fala, fala, mas não diz tudo. ISTO É UMA POUCA VERGONHA.