O militar do curso de Comandos que estava internado no Hospital do Barreiro foi transferido para o Hospital Curry Cabral, para tratamento de problemas hepáticos, informou esta quarta-feira o porta-voz do Exército, tenente-coronel Vicente Pereira.

“O soldado Dylan Araújo da Silva foi transferido do Hospital do Barreiro para o Hospital Curry Cabral. Apesar da melhoria progressiva do ponto de vista global, por evolução para falência hepática procedeu-se à transferência para o Hospital Curry Cabral, centro de referência para a área”, indica uma nota sobre a situação clínica dos militares do 127º Curso de Comandos.

O soldado Dylan Araújo da Silva foi internado na sequência de um treino do curso de Comandos, durante o qual morreu um outro militar devido a “um golpe de calor”.

Em relação aos militares que necessitaram de internamento hospitalar, o Exército adianta que outros três militares encontram-se no Hospital das Forças Armadas, dois deles no Serviço de Medicina, sendo a sua situação clínica estável, não levantando cuidados de maior. O terceiro militar está na Unidade de Tratamentos Intensivos, diagnosticado com “golpe de calor”.

Segundo o porta-voz do Exército, encontra-se ainda internado no Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa (unidade de saúde com protocolo com o Hospital das Forças Armadas), um militar desde as 19h00 de terça-feira.

Este militar encontra-se “clinicamente estável mas com alterações na função renal”, conclui a nota.

Na segunda-feira, o ministro da Defesa manifestou “profundo pesar” pela morte de um militar daquele curso de Comandos, tendo transmitido à família do soldado a sua “solidariedade pessoal e do Governo neste momento de dor e sofrimento”.

Na altura, o Exército esclareceu que apesar da morte de um militar e de um outro ter ficado ferido no domingo, os treinos iam continuar, embora adaptados ao tempo quente

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Os incidentes ocorreram ambos na região de Alcochete, no distrito de Setúbal, embora em locais diferentes, sendo que o incidente do militar que veio a falecer ocorreu pelas 15h40.

De acordo com uma primeira nota do Exército português, o militar falecido, que frequentava o 127.º curso de Comandos, sentiu-se “indisposto durante uma prova de tiro (tiro reativo)” tendo sido de imediato assistido pelo médico que acompanhava a instrução, que lhe diagnosticou “um golpe de calor”.

Esse facto determinou a saída do militar da instrução e a sua transferência para a enfermaria de campanha, onde terá ficado em observação.

Como após o jantar a situação clínica do militar piorou, o médico optou pela sua retirada para um hospital, mas acabou por morrer após uma paragem cardiorrespiratória antes de chegar a ser transferido.

O chefe do Estado-Maior do Exército ordenou já um inquérito para apurar as causas em que o “trágico acontecimento ocorreu”, tendo a Polícia Judiciária militar tomado conta da ocorrência.

Entretanto, a Procuradoria-Geral da República confirmou hoje à Lusa a existência de um inquérito sobre a morte do militar, “o qual corre termos no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa”.

/Lusa