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Miguel Sousa Tavares investiu cerca de 2 milhões de euros no Grupo Espírito Santo, mas diz que nunca “soube” disso, nem “nunca autorizou”. São dados divulgados pelo semanário Sol que noticia que o escritor tentou “esconder o investimento no GES”.
O Sol teve acesso a documentos do Banco de Portugal, com as listas dos clientes que investiram no GES, e onde surge o nome de Miguel Sousa Tavares que, entre 2012 e 2013, terá investido um total de 2 milhões de euros em participações do Fundo ES Liquidez.
“Nunca investi nem dois milhões de euros, nem dois euros sequer, em qualquer produto ou empresa do universo BES ou GES. Admitindo que os tivesse para investir, jamais investi, ou permiti que fosse investido em meu nome, quaisquer aplicações em produtos associados aos bancos de que fui ou sou cliente”, garante, contudo, Miguel Sousa Tavares, depois de o Sol lhe ter mostrado os documentos.
Nessas listas divulgadas pelo semanário constará que Miguel Sousa Tavares, que tem relações familiares com Ricardo Salgado, o ex-presidente do BES, investiu 80.384 euros em Dezembro de 2012, mais 181.257 euros em Março de 2013, outros 868 mil euros três meses depois, ainda mais 875 mil volvidos outros três meses e, finalmente, 90.954 euros em Dezembro de 2013.
O escritor garante, contudo, que não tinha qualquer conhecimento sobre o Fundo ES Liquidez e que, quando se deparava com a referência a ele nos seus extractos bancários, lhe diziam que “a designação [ES] não tinha nada a ver com produtos ou empresas do grupo, que eram assim designadas por se tratarem de carteiras de gestão montadas pelo banco e nada mais”, cita o Sol.
Miguel Sousa Tavares também assegura que deu sempre indicações aos gestores das suas contas para “jamais comprarem produtos do próprio banco ou de empresas a ele associadas”.
Há cerca de duas semanas, o Sol já tinha noticiado que Miguel Sousa Tavares tinha investido somas elevadas no GES, dados então também desmentidos pelo escritor.
ZAP
Não é "por se tratarem de carteiras" é "por se tratar de carteiras"