Vários estados mexicanos estão a impor uma proibição de venda de “junk food” a menores de 18 anos. A pandemia de covid-19 deixou o México preocupado com os problemas cardíacos a que este tipo de dieta leva.

“Junk food” é o termo inglês para caracterizar toda a comida não saudável, como guloseimas, chocolates, refrigerantes ou hambúrgueres. Este tipo de comida não é recomendável para ninguém, mas especialmente não é aconselhável para crianças e jovens, que são os seus principais consumidores. No México, há quem esteja decidido a fazer algo em relação a isto.

Alguns estados mexicanos estão a proibir a venda de “junk food” a menores de 18 anos. Oaxaca deu o exemplo e, no dia 5 de agosto, foi o primeiro estado a proibir a venda de produtos embalados com alto teor calórico e bebidas açucaradas para menores de idade.

Um par de semanas depois, Tabasco também aprovou a proibição. Agora, há mais uma dúzia de estados a seguir o mesmo caminho e a ponderar implementar esta proibição, escreve a NPR.

“Eu sei que pode soar um pouco drástico, mas tivemos que agir agora”, disse Magaly López, uma legisladora do Congresso de Oaxaca que comandou o movimento da proibição.

Curiosamente, em causa está a covid-19. Ao todo já morreram mais 70 mil mexicanos devido ao novo coronavírus. Dois terços deles morreram com condições de saúde pré-existentes, como obesidade, diabetes, hipertensão e outros problemas cardiovasculares.

Como tal, mudar a dieta dos mais jovens é uma necessidade urgente. Segundo a UNICEF, um em cada três mexicanos com idades entre os seis e os 19 anos têm excesso de peso ou obesidade.

“Os danos deste tipo de dieta são ainda mais visíveis por causa da pandemia”, disse López, que é membro do partido Morena do presidente Andrés Manuel López Obrador.

O secretário adjunto da Saúde, Hugo López-Gatell, chamou aos refrigerantes de “veneno engarrafado”. Na sua ótica, o problema de obesidade da população não é culpa das pessoas, é “deste ambiente nutricional que foi desenvolvido para favorecer esses produtos [junk food] em vez da saúde”.

Magaly López diz que implementar esta proibição a nível nacional não será fácil. “Existem interesses comerciais poderosos que não querem que isso aconteça, mas devemos priorizar o bem-estar dos nossos filhos”, diz a especialista.

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