Rodrigo Antunes / Lusa

O primeiro-ministro, António Costa

Mais de metade dos portugueses (60,6%) acredita que os fundos europeus que Portugal vai receber para fazer face à pandemia vão ser mal geridos, revela uma sondagem da Intercampus para o Jornal de Negócios e para o Correio da Manhã.

Em causa estão os 58 mil milhões de euros que Portugal vai receber em fundos europeus nos últimos dez anos, valor que obriga a uma execução de seis mil milhões de euros por ano, o dobro da média dos últimos anos, tal como frisa o Negócios

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Apenas metade dos inquiridos acredita que estas verbas poderão beneficiar muito a economia portuguesa, havendo outros 42,2% que esperam que os apoios não impliquem grandes ganhos para o país e para a sua economia.

De acordo com a mesma sondagem, 60,6% diz não acreditar que o dinheiro venha a ser bem gerido, com apenas 27% a acreditar numa boa gestão deste financiamento europeu.

O ceticismo dos portugueses face à aplicação destes fundos esbarra com a mensagem de confiança e tranquilidade que o Governo tem tentado passar.

Esta segunda-feira, a  ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, garantiu que “há dois países com contrato de confiança com a Comissão Europeia na gestão de fundos e Portugal é um desses países. Isso significa que o erro na gestão dos fundos é baixíssimo”.

Há duas semanas, foi a vez do ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, afirmar que a a capacidade de Portugal para executar fundos comunitários “é reconhecida por todos” em Bruxelas.

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