Adolfo Mesquita Nunes, antigo n.º 2 de Assunção Cristas, não será candidato contra Marcelo Rebelo de Sousa nas próximas eleições presidenciais. No entanto, mantém a disputa pela liderança do CDS-PP debaixo de olho.

O centrista Adolfo Mesquita Nunes não será candidato nas próximas eleições presidenciais por entender que este não é o melhor momento para integrar a corrida.

“Não é nas eleições presidenciais que se decidem modelos de sociedade, nem políticas de Governo, nem boas ou más decisões executivas. Aliás, como se tem visto em Portugal, as eleições presidenciais esgotam-se nessa eleição e não produzem consequências”, justificou ao semanário Expresso.

“As presidenciais não têm a consequência de que o país precisa e que esse espaço político reclama; muito menos em eleições que parecem estar a tornar-se um plebiscito ao estilo do atual Presidente”, acrescentou.

Ainda que tenha recebido apoio de algumas figuras da política ligadas ao PSD, ao Iniciativa Liberal e ao CDS-PP, foram os sinais do próprio partido que fizeram com que Adolfo Mesquita Nunes repensasse a sua estratégia. No fundo, e como explica o matutino, avançar contra as intenções da direção seria declarar uma guerra suicida no partido.

“Não seria candidato do contra alguém ou para ocupar espaço contra alguém. Foi útil saber que a direção do meu partido era contra, mesmo sem eu ser candidato”, disse ao Expresso, sem nunca mencionar o nome de Francisco Rodrigues dos Santos, atual líder do CDS.

O que fazer daqui para a frente ainda é uma incógnita. Para Mesquita Nunes, fundar um movimento ou um partido que personalize uma alternativa de direita será sempre um plano B, mas a prioridade passa por alterar o rumo escolhido pelo CDS.

“Do centro para a direita há um espaço político por ocupar, um espaço a que os partidos não estão a dar a resposta devida. Foi esse o sentido dos apelos que fui recebendo, muitos de forma inesperada, e que só posso agradecer”, declarou.

Adolfo Mesquita Nunes prefere não comentar a atual direção do CDS, um silêncio que tem mantido desde que Francisco Rodrigues dos Santos tomou posse. O futuro ainda é incerto. No entanto, o passo mais natural seria, segundo o Expresso, enfrentar o líder centrista em eleições internas.

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