Habitantes de outros planetas podem enviar mensagens “contaminadas” para “hackear” os meios de comunicações humanos, segundo adverte um estudo dos astrofísicos norte-americanos Michael Hippke e John Learned.
Os extraterrestres podem nem precisar de uma frota de poderosas naves de batalha interestelares para destruir o nosso planeta, adverte uma equipa de cientistas norte-americanos. Segundo Michael Hippke e John G. Learned, se a Humanidade receber uma mensagem extraterrestre, a última coisa que deve fazer é… tentar ler ou decifra-la.
O problema, notam estes cientistas, é que a Humanidade passou as últimas décadas não apenas a vasculhar os céus à procura de sinais de vida extraterrestre, como também a enviar para além do Sistema Solar mensagens de boas vindas a qualquer alien que nelas tropece.
Projetos como o SETI – Busca por Inteligência Extraterrestre, da NASA, têm como objetivo procurar vida noutros planetas através do uso de antenas e computadores avançados que analisam sinais eletromagnéticos de origem extraterrestre.
Mais ainda, os astrónomos do SETI criaram também o METI, Messaging Extraterrestrial Intelligence, e em setembro enviaram uma mensagem para o espaço, sob a forma de ondas de rádio, à espera que os ETs nos descubram – e decidam entrar em contacto.
E isso, dizem os cientistas, pode ser um risco para a Humanidade.
De acordo com o estudo de Hippke e Learned, publicado este mês no repositório arXiv, os extraterrestres podem enviar mensagens com código malicioso e contaminar os nossos sistemas de comunicações.
Este tipo de sinais, sustentam os dois astrofísicos, deveria ser analisado e decifrado em papel – caso em que uma mensagem extraterrestre não prejudicaria os sistemas informáticos do nosso planeta. Contudo, se se tratar de código mais complexo
, não haverá forma de o decifrar recorrer a computadores.Segundo Hippke e Learned, projetos como o SETI e os computadores pessoais a ele ligados correm o risco de ser infetados por um “trojan” ou um “malware”, que poderia dar a um “hacker” à escala planetária acesso a dados pessoais e a sistemas operativos.
Mas tentar decifrar mensagens extraterrestres não é apenas um risco para os sistemas informáticos. O próprio conteúdo da mensagem pode colocar em perigo a Humanidade. Por exemplo, dizem os cientistas, a mensagem pode conter uma ameaça do género “daqui a 24 horas vamos transformar o Sol numa Supernova“, e lançar o caos na Terra.
Os cientistas argumentam ainda que seria muito difícil “descontaminar” as mensagens provenientes do espaço. “Seremos confrontados com duas opções: destruir qualquer mensagem extraterrestre que nos chegue, ou assumir o risco de a ler”, concluem os investigadores.
Não bastava já ter que resolver o dilema de abrir ou não um email de alguém que envia em anexo “as fotos do tempo maravilhoso que passámos naquela praia nas Caraíbas”?
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As mensagens de Trump no Twitter têm o mesmo efeito, ou pior.