Carlos Barroso / Lusa
A menina de 9 anos, desaparecida em Peniche, foi encontrada este domingo já sem vida. A Polícia Judiciária anunciou a detenção de duas pessoas suspeitas de envolvimento na morte da criança.
A Polícia Judiciária (PJ) informa que a criança de 9 anos desaparecida desde quinta-feira foi encontrada este domingo, já sem vida. O comunicado da PJ adianta que foram detidas duas pessoas suspeitas no envolvimento na morte da criança.
“Para o desenvolvimento da investigação foi essencial a estreita articulação com a Guarda Nacional Republicana e com a Proteção Civil Distrital, tendo sido localizado o corpo da vítima já sem vida.” Valentina estava desaparecida desde quinta-feira em Atouguia da Baleia, concelho de Peniche.
A SIC Notícias avança que os detidos foram o pai e a madrasta de Valentina, que irão ser presentes às autoridades judiciárias competentes. O jornal refere ainda que terá sido o pai a confessar o crime e a indicar o local onde se encontrava o corpo da criança, encontrado num eucaliptal pela PJ.
Numa conferência de imprensa no Departamento de Investigação Criminal de Leiria, a PJ adiantou ainda não ter conhecimento de qualquer situação de maus tratos à criança, referindo ainda a existência de mais três crianças na casa.
Sobre a causa da morte, foi apenas dito que “terá sido por questões internas do funcionamento da família”, sem serem adiantados mais pormenores. “Estamos a investigar todos os indícios”, disse António Jordão, da PJ.
(dr)
Valentina tinha 9 anos
“Estamos convictos que [a criança] morreu na habitação. Tudo indica que terá acontecido na quarta-feira, ao fim do dia. O corpo não estava enterrado, estava tapado” e foi encontrado na zona da Serra D’ El-Rei, em Peniche.
A menina, filha de pais separados, terá sido vista pela última vez pela 1h00 da madrugada, da passada quinta-feira, pelo pai. Quando acordou na manhã seguinte, Valentina já não estaria no seu quarto, contou o progenitor às autoridades.
De acordo com a PJ, a criança já tinha desaparecido de uma outra casa onde a família residia no concelho, em 2018, tendo sido depois encontrada pelas forças policiais.
[sc name=”assina” by=”ZAP” url=”” source=””]
Mais uma provável falha da CPCJ. Esta criança estava sinalizada, após o desaparecimento há um ano. Não deram o devido relevo a este gravíssimo acontecimento e ninguém se apercebeu de quanto seria indesejada pela madrasta talvez! É de lamentar a inoperância.