Mário Cruz / Lusa

Depois do acordo com Fernando Medina, habitação, transportes e políticas sociais passam para as mãos dos bloquistas.

Ricardo Robles, que concorreu à Câmara Municipal de Lisboa pelo Bloco de Esquerda, será agora o vereadot com o pelouro da Educação, Saúde, Direitos Sociais e Cidadania em Lisboa.

O acordo entre Fernando Medina, PS, e Ricardo Robles, BE, foi aprovado na quarta-feira à noite pela direção deste último partido. De acordo com o Público, Medina consegue, através desta aliança, assegurar a estabilidade governativa, já que aos oito vereadores eleitos pelo PS se soma agora o vereador do BE, numa câmara que tem um total de 17 lugares de vereação.

Segundo o Observador, os dois partidos assumem então compromisso de promover uma convergência política e um conjunto de objetivos comuns em três áreas fundamentais: transportes, habitação e ação social, incluindo aqui a educação.

Depois de firmado o acordo, a autarquia compromete-se a devolver o dinheiro dos manuais escolares do 2º e 3º ciclos, ainda este ano letivo. Em 2018/19 a medida estende-se a todos os anos do secundário, aos alunos inscritos nas escolas públicas. Nos anos escolares já abrangidos pela isenção do Estado, a autarquia complementa a gratuitidade às fichas de exercícios, avança o Diário de Notícias.

Além disso, para a Educação

está também prometida a abertura de novas creches, fazendo um mínimo de mil novas vagas. O Bloco quer também, na área da Saúde e Direitos Sociais, a existência de 14 centros de saúde e a criação de um Centro de Acolhimento e Cidadania LGBT+ e de um centro de atendimento e apoio 24h a vítimas de violência doméstica.

Além disso, os bloquistas assumem o compromisso de, durante este próximo mandato (que termina em 2021), construir 3 mil fogos de renda acessível e da criação de um “gabinete municipal de fiscalização” para o alojamento local “com intervenção na hora e capacidade de retirar licenças em caso de reincidência comprovada”.

Nos transportes, o Bloco conseguiu junto de Fernando Medina que “renegociasse com o Governo da expansão da rede de Metro, incluindo a Linha Ocidental a par da Linha Circular” e chegaram a acordo para um “mínimo de 250 novos autocarros e 30 novos elétricos até final do mandato”.

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