À semelhança do que aconteceu com os professores, também agora médicos, militares e oficiais de justiça também querem ver recuperado o tempo de serviço para efeitos de progressão na carreira.

Na sequência da reposição salarial do tempo de serviço congelado na Educação, os médicos, militares e oficiais de justiça também querem que lhes seja reconhecido o direito ao descongelamento dos escalões.

Esta segunda-feira, a APM – Associações Profissionais de Militares, a ANS – Associação Nacional de Sargentos, a AOFA – Associação dos Oficiais das Forças Armadas e a AP – Associação de Praças estiveram reunidas, tendo no fim da reunião emitido um comunicado em que destacam que querem ver as suas carreiras descongeladas.

Assim como está a acontecer muito justamente com os professores, também para os militares o tempo, o calendário e o modo de recuperação das posições remuneratórias já vencidas serão objeto de recomposição da carreira, de modo a recuperar o tempo perdido”, lê-se na nota.

Tendo conhecimento da reunião da próxima sexta-feira entre o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, e as estruturas sindicais da PSP, as Associações exigem, no quadro da sua lei própria, “participar num processo de negociação para debater o problema”.

Além disso, pedem que “sejam tomadas decisões” de forma inequívoca, “sem ambiguidades e sem possibilidade de interpretações úteis, dúbias e paralisantes também para os militares”.

As Associações adiantam ainda que, esta quinta-feira, os militares vão fazer uma “carcaçada” como forma de protesto contra o congelamento das carreiras.

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) pede o mesmo, tendo enviado na passada sexta-feira uma carta ao primeiro-ministro a reivindicar as condições negociadas com o setor da Educação.

De acordo com o Público, também o sindicato dos Oficiais de Justiça exigiu, esta segunda-feira em comunicado, o descongelamento de carreiras, sublinhando que não aceitam continuar a ser “discriminados pelo Governo”.

O sindicato considera que compete ao Governo apresentar “com urgência” aos oficiais de justiça uma proposta que assegure a recuperação do tempo de congelamento de carreira, como está a acontecer com outras carreiras. À TSF, o dirigente sindical Carlos Almeida aponta um prazo: 1 de Janeiro de 2018.

Mas a exigência de que o tempo congelado nos últimos anos conte para efeitos de progressão na carreira alastrou-se, e nem os médicos ficaram indiferentes.

“Não é por a berraria ser maior num dado setor que o descongelamento não se deve aplicar a toda a função pública“, critica o presidente do Sindicato Independente dos Médicos, Roque da Cunha.

Segundo o Público, os médicos queixam-se dos quase 12 anos em que estiveram congelados em termos de progressão na carreira e consideram que a palavra do Governo tem de ser consistente.

Quando o sol nasce tem de ser para todos“, conclui Roque da Cunha.

[sc name=”assina” by=”ZAP” url=”” source=””]