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Pode ter havido outro sobrevivente da tragédia em Sesimbra que vitimou seis estudantes em dezembro

. Além de João Gouveia, líder da praxe da Universidade Lusófona, um ex-Dux estaria também presente na praia do Moinho, no Meco, no momento do desaparecimento dos jovens.

A informação é avançada pelo Jornal de Notícias, através da denúncia de um familiar das vítimas “confirmada por alunos da universidade”.

De acordo com as informações obtidas, João Gouveia, Dux da praxe da Universidade Lusófona – que entretanto foi destituído da posição máxima da hierarquia da instituição – estaria acompanhado de um ex-Dux da Comissão de Praxes, “que o terá ajudado nessa madrugada”.

A tragédia no Meco aconteceu na madrugada do dia 15 de dezembro, quando seis estudantes foram arrastados por uma onda. Os jovens estavam trajados e, ao que tudo indica, estariam num ritual praxístico. João Gouveia, que deu o alerta às autoridades de imediato, tinha a mochila seca e era o único dos jovens que tinha levado o telemóvel. Os estudantes terão andado sete quilómetros a pé, desde a casa alugada onde estavam até à Praia do Moinho.

No entanto, João nada disse sobre o que se passava no momento do acidente, tendo-se mantido em casa desde essa altura, sem prestar mais declarações às autoridades. Numa cerimónia ocorrida este fim de semana, os familiares das vítimas apelaram ao sobrevivente para que desse esclarecimentos sobre o ocorrido. Os familiares das vítimas já anunciaram que vão constituir-se assistentes no inquérito que vai investigar o que aconteceu de facto na madrugada do dia 15.

Vítimas:
Tiago André Campos (21, Comunicação Aplicada)
Joana Barroso (22, Serviço Social)
Catarina Soares (22)
Carina Sanchez (23, Design de Comunicação)
Andreia Revéz (21, Engenharia)
Pedro Tito Negrão (24, Gestão)

Sobrevivente:
João Miguel Gouveia (23)

ZAP