Harald Dettenborn / Wikimedia

O senador republicano John McCain

O Presidente dos Estados Unidos voltou a perder a já longa batalha para acabar com o Obamacare. Esta foi a terceira tentativa (falhada) de revogar o sistema de saúde imposto pelo ex Presidente Barack Obama.

Segundo o New York Times, o Senado voltou a revogar, nesta sexta-feira, um novo e  republicano plano para acabar com o Obamacare, descartando a campanha de sete anos para desmantelar a lei assinada por Barack Obama, enquanto presidente dos EUA.

O senador John McCain, que foi notícia recentemente por lhe ter sido diagnosticado um tumor cerebral, teve o voto decisivo para derrubar a proposta e juntou-se a outras duas republicanas, Susan Collins e Lisa Murkowski – que também votaram contra.

O voto de 49 para 51 também foi um choque para Mitch McConnell, do estado de Kentucky, o líder da maioria do Senado, que criou uma reputação de mestre tático e passou os últimos três meses a tentar elaborar uma lei de revogação que poderia ganhar o apoio dos membros do seu partido.

Na terça-feira, quando McCain votou a favor do início do debate da proposta no Senado, o que agradou a Trump, avisou logo que votaria contra esta proposta como ela está.

Como o prometido é devido, o senador votou, esta madrugada, contra a proposta que era considerada muito radical pelos mais moderados do Partido Republicano e pouco ambiciosa pelos mais conservadores do partido. E explicou, na sua conta oficial de Twitter, que o fez porque a proposta “ficou aquém da nossa promessa de revogar e substituir o Obamacare”.

O fim do Obamacare era uma ambição do Partido Republicano desde o início e foi um dos grandes cavalos de batalha de Donald Trump durante a campanha eleitoral.

Depois de ter sido aprovado por poucos votos na Câmara dos Representantes (217 – 213), no início desta semana o Partido Republicano tinha conseguido reunir os votos para iniciar o debate no Senado. Agora cai por terra.

O presidente Barack Obama fez do Obamacare uma prioridade dos seus dois mandatos e cerca de 20 milhões de norte americanos terão conseguido cobertura por seguros de saúde graças ao plano de saúde que obrigava empregadores e trabalhadores a subscreverem-nos, dando apoios estatais para que o número de beneficiários aumentasse.

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