O presidente da Câmara de Londres, Boris Johnson, declarou neste domingo que irá apoiar a campanha pela saída do Reino Unido da União Europeia, no referendo marcado para o dia 23 de junho.
O mayor de Londres, Boris Johnson, tornou-se a primeiro das principais figuras do Partido Conservador, do primeiro-ministro David Cameron, a posicionar-se a favor da saída do Reino Unido da UE, o chamado Brexit – termo que junta as palavras Britain e exit.
A declaração do presidente da Câmara representa um duro golpe para David Cameron, que defende a permanência do país na União Europeia.
O primeiro-ministro esperava uma frente unida entre os seus companheiros de partido a favor do “sim” à União Europeia.
O presidente da Câmara, cujo nome é com frequência citado como um dos favoritos à sucessão de Cameron, afirmou que “é com muita dor no coração” que se coloca como antagonista do primeiro-ministro e do governo conservador.
Johnson defende a sua decisão dizendo que a UE está “sob risco de perder o controle democrático“.
As declarações do autarca não chegam a surpreender, uma vez que Johnson, de 51 anos, há décadas que critica a burocracia europeia, tanto em artigos publicados em jornais e revistas como em intervenções no Parlamento e na câmara da capital.
Segundo a DW, o mayor não esclareceu qual será o seu envolvimento na campanha pela Brexit, mas revelou que não pretende participar em eventos ou debates sobre o tema.
Cameron tem tentado, sem sucesso, convencer Johnson a ficar do lado da campanha do “não” à saída.
“Diria a Boris o que venho tenho dito a todos: que estaremos mais seguros, mais fortes e em melhores condições dentro da UE”, afirmou Cameron.
“Dar um salto no escuro seria um passo equivocado para o nosso país”, afirma o primeiro-ministro.
Acordo reforçou vantagem do Sim à UE
Uma sondagem divulgada este sábado pelo jornal britânico Daily Mail aponta para uma ampla vantagem do “sim” à UE.
No primeiro levantamento realizado após o acordo entre o primeiro-ministro e os líderes europeus em Bruxelas, a vantagem do voto favorável à permanência do país na UE é de 15 pontos percentuais.
Em resposta à pergunta “O Reino Unido deve deixar a UE?”, 48% afirmaram que não, enquanto 33% são favoráveis ao Brexit.
Dos entrevistados, 19% disseram não saber. Mas 40% dos entrevistados disseram também que podem mudar de opinião daqui até ao dia 23 de junho.
ZAP /DW
Não entendo o porquê da UE estar com tantas cedências e pezinhos de lã com o UK. Querem sair, saiam. Só faz falta quem cá está.