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O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho

Várias figuras de peso do PSD antecipam um possível regresso de Pedro Passos Coelho ao partido, embora muitos admitam que ainda é cedo para especulações.

As eleições autárquicas aproximam-se e a incerteza de um resultado animador no Partido Social Democrata (PSD) aumenta. Ainda recentemente, o antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho subscreveu publicamente um manifesto em defesa das liberdades de educação. Um reaparecimento que não passou despercebido, principalmente para aqueles que ainda acreditam num eventual regresso.

Se o antigo vice-presidente do PSD Vasco Rato entende que Passos Coelho é o único capaz de “federar o espaço não socialista”, Miguel Poiares Maduro sustenta essa hipótese, embora reconheça que ainda é cedo para especulações.

Não faz sentido trazer esse tema para o debate nesta altura, não é útil para Passos Coelho, não é útil para Rui Rio e não é útil para o PSD”, disse o ex-ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, citado pelo jornal Público. “Há o risco de se estar a instrumentalizar a figura de Passos Coelho”.

David Justino, vice-presidente do PSD e antigo ministro da Educação de Durão Barroso, concorda que é cedo para especular: “O seu regresso à vida política ativa é uma questão que não deve ser colocada agora, e Pedro Passos Coelho é o primeiro a achar que o PSD consegue viver para lá da sua liderança, de qualquer liderança”.

O presidente da distrital de Braga pelo PSD, Paulo Cunha, defende que o “país profundo que se preocupa com o médio e o longo prazo e quer modernizar-se tem saudades de Passos”.

Paulo Cunha é também conselheiro nacional do PSD e admite um eventual regresso de Passos Coelho “para fazer o trabalho que não pôde concluir” enquanto primeiro-ministro. Todavia, não nota discrepâncias nem revelia dentro partido.

“Não noto nenhuma vaga de fundo, nem crispação. Há pessoas a exprimirem a sua opinião, mas isso é a democracia a funcionar dentro do partido. Não há nenhuma tendência, nem nenhum movimento orgânico e inorgânico dentro do partido que possa ser visto como algo a nascer. Rui Rio tem o direito a manter a sua liderança”, explicou ao Público.

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