O novo formato de matrículas entrou em vigor a 2 de março. As novas matrículas vão durar menos tempo do que poderiam porque não serão usadas combinações “que possam formar palavras ou siglas que se entenda dever evitar”.
Depois de se esgotarem todas as combinações possíveis de números-letras-números do antigo modelo, entraram em vigor as novas matrículas. De acordo com o semanário Expresso, desde 2 de março, já foram atribuídas a 105 mil a novos veículos. A estes juntam-se dezenas de milhares de carros velhos cujos proprietários quiseram mudar de matrícula.
As novas matrículas não têm traços nem ano e mês de emissão, têm mais espaço branco e apenas um P indicando o país e o símbolo da União Europeia. A grande mudança é a inclusão de dois conjuntos de letras, com um par de algarismos ao centro.
Este novo modelo permite que durem mais. Enquanto que as matrículas anteriores vigoraram 15 anos e terão sido usadas em mais de cinco milhões de veículos, estima-se que as novas durem até 2065 – ou seja, 45 anos.
Estas matrículas permitirão que haja mais combinações, mas até poderia haver mais, não fosse o decreto-lei que determina não serão usadas combinações “que possam formar palavras ou siglas que se entenda dever evitar”.
Ao Expresso, o IMT explicou a regra usada: o algoritmo que compõe as matrículas está programado para impedir a utilização simultânea de vogais no fim do primeiro e do segundo conjunto de letras. Assim, não serão formadas palavras obscenas ou incómodas – como “rabo”, por exemplo.
Por outro lado, este algoritmo fará com que se percam milhares de combinações inofensivas, como “rato” e “pata”. Com essas combinações perdidas, as matrículas durariam 74 anos.
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Se a idiotice pagasse imposto