Massimo Percossi / EPA

Uma encomenda de material de proteção individual contra a Covid-19 feita por Portugal foi desviada por outro país que pagou um preço mais alto.

Os profissionais de saúde em Portugal queixam-se da falta de material de proteção contra o novo coronavírus. Face a este problema, Portugal decidiu comprar material no mercado estrangeiro para responder às lacunas. No entanto, a encomenda portuguesa acabou por ser desviada por um país que pagou um preço mais alto pelo material médico, avança o Expresso.

O primeiro-ministro António Costa adiantou, esta semana, que foram feitas encomendas para conseguir o material médico e de proteção que o país precisa. A encomenda conta com batas, fatos de proteção, luvas esterilizadas e não esterilizadas, máscaras com viseira, máscaras cirúrgicas, máscaras FFP2 e FFP3, protetores de calçado e toucas.

Este investimento é absolutamente essencial não só para o curto prazo, mas porque estamos numa maratona e tal como acontece na economia de guerra, – onde muitas das atividades industriais são nessa altura reorientadas para a produção de material bélico, – estamos agora a reorientar muita da atividade industrial tradicional para estes equipamentos de Proteção Individual ou equipamentos para o funcionamento do SNS”, disse António Costa.

Além disso, foram encomendados 280 mil testes

, dos quais 80 mil chegaram nestes últimos dias. “Estes testes serão distribuídos por diferentes laboratórios do país, dependendo das suas necessidades e compatibilidade com os equipamentos”, explicou fonte do Ministério da Saúde ao Expresso.

A falta deste tipo de material não é exclusiva em Portugal. No resto da Europa, a rápida disseminação do surto de Covid-19 está a deixar alguns países no limite.

A “oferta tradicional” europeia daria resposta a apenas 10% da procura de de equipamentos de proteção e ventiladores. Isto levou a Comissão Europeia a procurar acelerar a produção deste material dentro da própria União Europeia.

Em resposta, uma fonte comunitária garante que a percentagem representa apenas uma pequena amostra de empresas e que, entretanto, a indústria do setor “aumentou significativamente a produção”. Ainda assim, as dificuldades em responder à demanda são elevadas e já foram abertos “novos canais de importação”, nomeadamente de fabricantes não europeus.

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