O ex-presidente Mário Soares viu-se esta quinta-feira envolvido num acidente, quando a viatura em que seguia colidiu com outra viatura, mas o motorista do ex-presidente terá abandonado o local sem esperar pela polícia e sem preencher a declaração amigável.
Segundo relata o Correio da Manhã, a viatura de estado do ex-presidente da República Mário Soares terá embatido contra o carro de Cátia Gonçalves, jurista da Câmara de Lisboa, que garante que nem o ex-Presidente, nem o seu funcionário assumiram a responsabilidade civil pelo acidente.
O acidente aconteceu esta quinta-feira, pelas 15 horas, em Entrecampos, Lisboa.
A jurista conta ao CM que o motorista lhe atirou um papel rasgado com o número de telefone, que está desligado, “e foi embora”.
“Vi que estava lá o Mário Soares, mas ele nem olhou para mim”, acrescenta a jurista.
Segundo testemunhas citadas pelo CM, Soares deu ordens ao motorista para se despachar, e este terá arrancado sem esperar pela polícia e sem assinar a declaração amigável.
Histórico rodoviário
Em 2012, o antigo presidente da República viu-se também envolvido num incidente em viagem, quando a viatura em que seguia foi apanhada por uma brigada da GNR a circular a 199km/h na auto-estrada A8.
Soares viajava na ocasião no sentido Lisboa-Leiria, a caminho do Porto, onde ia participar num debate na Universidade Católica, quando foi mandado parar pela brigada de trânsito da GNR de Leiria.
A viatura em que seguia o ex-presidente estava em nome da Direção-Geral do Tesouro
e das Finanças e era conduzida pelo motorista de Mário Soares.Apesar de se tratar de uma viatura de estado e de transportar um ex-presidente, os agentes da brigada aplicaram a competente multa por excesso de velocidade, no valor de 300 euros.
Segundo uma reportagem da SIC sobre o incidente, Soares ter-se-á na altura recusado pagar a multa, e terá dito aos militares da GNR que “quem vai pagar esta multa é o Estado português“.
Perante a recusa de Soares em pagar a multa, o motorista ficou com a carta apreendida, até que fossem liquidados os 300 euros em causa.
No currículo de cidadania rodoviária do ex-presidente consta também o episódio em que uma outra brigada de trânsito mandou parar o autocarro em que seguia a comitiva presidencial a caminho de uma das icónicas presidências abertas de Mário Soares.
O então presidente da República reagiu de forma visivelmente irada, e ordenou aos militares da GNR que “desaparecessem”. “Ó sr. guarda, desapareça! Diga ao seu colega para desaparecer! Não queremos polícias!”, diz Soares.
ZAP
Como dar uma notícia falsa! Durante uma presidência aberta em que, acompanhado de múltiplos jornalistas, Mário Soares procurava ilustrar as dificuldades do trânsito, um simpático GNR, ao ver o autocarro presidencial parado quando entrava numa via rápida, procurou abrir caminho ao autocarro. Mário Soares, que pretendia testar a fluidez do tráfego, mando-o embora.
Não custa nada uma pessoa informar-se em vez de mentir ou repetir mentiras.