(cv) Sylvia Machado / YouTube

O ex-dirigente do PNR, fundador da FN, Mário Machado

Mário Machado, fundador do grupo de extrema-direita Hammerskins e atualmente a cumprir uma pena de 10 anos de prisão, cometeu o crime a partir da prisão e já não deverá sair em liberdade condicional.

De acordo com o Diário de Notícias, o líder do grupo mais violento dos skinheads vai ser acusado de extorsão na forma tentada, por ter chantageado um antigo cúmplice a partir da prisão.

Assim, ao contrário do que esperava, Mário Machado não poderá sair em liberdade condicional por cumprimento de mais de dois terços da pena atual de sete anos, a que foi condenado em 2010, que está a cumprir na cadeia de Alcoentre.

O DN descreve que a investigação do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), executada pela Unidade Nacional de Contra-Terrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária (PJ), concluiu que o neonazi tinha tentado chantagear um antigo cúmplice e a sua mulher, a partir da prisão, ameaçando que iria denunciá-lo por ligações ao tráfico de droga.

Bruno Monteiro, condenado em 2007 com Mário Machado na sequência de uma investigação da UNCT contra grupos de extrema-direita, esteve também envolvido num outro processo, de sequestro, roubo e coação, pelo qual Machado está a cumprir pena, mas foi absolvido de todas as acusações.

O pedido de liberdade condicional foi pedido no final do ano passado, mas as novas acusações resultarão agora numa nova pena, cuja duração ainda não é conhecida.

ZAP