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Ex-bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho e Pinto, eleito eurodeputado pelo MPT

“O salário dos deputados não é digno”, diz Marinho e Pinto, o euro-deputado eleito pelo MPT que anunciou recentemente a criação de um novo partido, em entrevista à Renascença  esta terça-feira.

O ex-bastonário da Ordem dos Advogados diz na entrevista que “os deputados recebem pouco e não devem ganhar menos que os 10 salários mínimos do bastonário” da Ordem dos Advogados, ou seja, 4.800 euros líquidos mensais.

“Ainda assim, os 4.800 euros não permitem ter padrões de vida muito elevados em Lisboa”, diz Marinho e Pinto, que anunciou recentemente a intenção de abandonar o Parlamento Europeu para se candidatar nas Eleições Legislativas em Portugal.

“Eu ganhava mais quando exercia a profissão de advogado, bem mais. Mostrei documentos na campanha eleitoral. As minhas declarações de IRS eram muito superiores quando era um simples advogado e jornalista”, diz o agora político.

Marinho denuncia que o Movimento Partido da Terra (MPT), pelo qual foi eleito eurodeputado, está ao serviço dos seus dirigentes e não tem a dimensão nacional de que precisa para concretizar as suas ideias.

Ainda na mesma entrevista, Marinho e Pinto diz-se um homem de esquerda, mas considera que essas distinções não existem hoje em Portugal. Para o eurodeputado,  é “díficil fazer entendimentos políticos” com António Costa, responsável por um “tumulto no PS“.

Questionado sobre se tenciona permanecer até ao fim da legislatura caso seja eleito para a Assembleia da República, Marinho e Pinto é peremptório.

“Está a pedir-me que vire profeta”, diz.

ZAP