Andre Kosters / Lusa

A ex-ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues

A antiga ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues disse esta terça-feira, à saída do tribunal, onde depôs como testemunha de José Sócrates, que não foi pressionada pelo ex-primeiro-ministro e que espera ter esclarecido tudo.

“Espero que tenha ficado esclarecido. Disponibilizei-me para esclarecer as dúvidas existentes e responder a todas as questões”, declarou aos jornalistas a antiga ministra da Educação, que exerceu funções no Governo socialista entre 2005 e 2009.

Maria de Lurdes Rodrigues adiantou que, segundo o seu conhecimento, não há nenhuma acusação no processo Operação Marquês de que o ex-primeiro-ministro a tenha pressionado a tomar qualquer decisão.

A ex-ministra admitiu ter sido confrontada por três tipos de questões: sobre o modo como funciona o Conselho de Ministros e como eram preparadas e tomadas todas as decisões, depois sobre as circunstâncias em que tinha sido criada a Parque Escolar e, por último, sobre como funcionava a Parque Escolar e como eram tomadas as decisões.

Acerca desta última questão, explicou que era através de uma empresa co-tutelada pelo Ministério da Educação e das Finanças. “Tudo isto foi esclarecido. Espero”.

O semanário Expresso frisa que a antiga ministra, atual reitoral do ISCTE, foi arrolada pela defesa de Sócrates para a instrução apesar de a acusação da Operação Marquês não imputar crimes ao ex-primeiro-ministro relacionados com as adjudicações de obras nos estabelecimentos de ensino feitas ao Grupo Lena pela Parque Escolar.

De acordo com o mesmo jornal, a sessão foi curta, durando cerca de duas horas.

A Operação Marquês, processo em que é arguido José Sócrates, o banqueiro Ricardo Salgado e o antigo ministro Armando Vara, entre outros, teve início em 19 de julho de 2013 e culminou na acusação a 28 arguidos – 19 pessoas e nove empresas – pela prática de quase duas centenas de ilícitos económico-financeiros.

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