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Ex-ministra das Finanças assegurou que desconhecia a existência da empresa britânica antes de ter sido contratada e que as últimas críticas são baseadas “em populismo e má-fé”.

Em entrevista à RTP, Maria Luís Albuquerque falou pela primeira vez da sua polémica contratação por parte da empresa britânica, reafirmando que não existe qualquer tipo de ilegalidade.

A antiga ministra das Finanças garante que “nunca tinha ouvido falar” da Arrow Global que, em março deste ano, a contratou para assumir o cargo de administradora não executiva.

Uma posição que a ex-ministra do Governo PSD-CDS garante que não irá expor dados sensíveis sobre o Estado português, uma vez que a informação que tem “é macroeconómica e não é, de todo, privilegiada”.

Na entrevista ao canal público, Maria Luís Albuquerque considerou ainda que as críticas que lhe têm sido dirigidas por alguns políticos e comentadores são baseadas “em populismo e má-fé”.

Quanto às questões de ética, a ex-governante considera que “não é uma questão de números de anos”

passados em cargos públicos e privados mas sim um “comportamento constante”.

“Se em algum momento tivesse, por algum ato enquanto governante, dado a esta empresa algum tipo de tratamento privilegiado ou algum tipo de benefício, eu não iria trabalhar para esta empresa nem daqui a um ano, nem daqui a três, nem daqui a cinco, nem daqui a seis”, afirmou.

Sobre a existência de benefícios fiscais atribuídos ao grupo que detém a Arrow, Maria Luís fala de benefícios “automáticos” que não dependem de uma decisão particular e onde não existe qualquer ilegalidade.

ZAP