Ricardo Oliveira, mariadebelemsedenacional / Facebook

Maria de Belém Roseira, ex-presidente do PS

Maria de Belém foi a grande derrotada da noite de eleições presidenciais e vai ter que pagar do seu próprio bolso os custos da campanha.

A ex-ministra da Saúde somou apenas 4,24% dos votos, ficando aquém do patamar de 5% que dá acesso ao financiamento estatal.

Assim, Maria de Belém vai ter que custear ela própria os cerca de 650 mil euros que gastou no decurso da campanha eleitoral, conforme dados avançados pelo Diário de Notícias.

O jornal nota que a candidata do PS, mas que não contou com o apoio do partido, estava à espera de “uma subvenção pública de 790 mil euros, presumindo um resultado eleitoral de 25%”.

Dos 10 candidatos, apenas três têm direito às subvenções estatais, respectivamente Marcelo Rebelo de Sousa (52,1%), Sampaio da Nóvoa (22,8%) e Marisa Matias (10,1%).

Edgar Silva, que somou apenas 3,2% dos votos, também não receberá nada do Estado, mas neste caso, o PCP, que apoiou a sua candidatura, deverá suportar os custos da ordem dos 750 mil euros.

Vitorino Silva, Paulo Morais, Henrique Neto, Jorge Sequeira e Cândido Ferreira também não têm direito a qualquer apoio.

Os resultados decepcionantes de Edgar Silva e de Maria de Belém acabam por contribuir para a poupança do Estado que tinha previsto um orçamento de mais de quatro milhões de euros para esta campanha presidencial.

Mas, de acordo com dados da Comissão Nacional de Eleições divulgados pelo Observador, os gastos dos candidatos ficaram-se pelos 3,4 milhões de euros.

E os três candidatos com direito a subvenção estatal gastaram somente cerca de 1,3 milhões de euros. Pelo que, mesmo que estes tivessem direito à globalidade do apoio estatal (a subvenção é para cobrir os valores que não tenham sido pagos por donativos ou apoios de partidos), o Estado poupa uma boa fatia.

ZAP