Tiago Petinga / Lusa
O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa já não está tão optimista relativamente às contas do governo de António Costa. Depois de em Maio ter afirmado que estava “tranquilo” com o cenário económico, agora estará mais desconfiado e a antecipar novas medidas de austeridade.
É o jornal Expresso que o garante, noticiando que “Marcelo já não confia nas contas de Costa”.
De acordo com o semanário, o Presidente da República “desconfia das previsões económicas” e “admite medidas adicionais” de austeridade ou um Orçamento rectificativo para fazer face a um cenário eventualmente mais pessimista do que aquele que o governo apresenta.
Em Maio, Marcelo disse ao DN estar “tranquilo em relação ao fecho das contas de 2015, quer quanto às perspectivas dos documentos, quer no que respeita às reformas dos próximos anos, quer no que respeita à quantificação da evolução da economia nos próximos anos”.
Deitar charme a Merkel para pedir ajuda
O Presidente da República realiza uma visita oficial a Berlim entre domingo e segunda-feira, tendo como principal objectivo sensibilizar as autoridades alemãs para a “injustiça” que representaria a aplicação de sanções a Portugal devido ao défice.
Mas o Expresso realça que Marcelo Rebelo de Sousa vai também pedir a Angela Merkel, a Chanceler alemã, ajuda para a Caixa Geral de Depósitos e para o Novo Banco
, que apresentaram elevados prejuízos.O governo também estará a tentar sensibilizar as autoridades europeias para a necessidade de injectar 4 mil milhões de euros na CGD, provenientes de fundos públicos.
Marcelo admitiu, esta quinta-feira, que “há um tema fundamental para tratar em Berlim, o tema das sanções”.
Este assunto voltou à agenda europeia e nacional após o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schauble, ter alegadamente manifestado a sua oposição ao adiamento de sanções a Espanha e Portugal decidido pela Comissão Europeia, durante uma reunião dos ministros das Finanças da União Europeia (Ecofin), na passada quarta-feira, em Bruxelas.
“Eu penso que é uma injustiça estar a aplicar sanções a Portugal por causa do ano de 2015 e vou explicar isso. Há razões para isso, não é uma razão sentimental ou emotiva”, sustentou Marcelo.
O presidente tem previstos encontros, na segunda-feira, com Angela Merkel, com o presidente da república alemã, Joachim Gauck, e com o presidente do Bundestag, o parlamento federal, Norbert Lammert.
ZAP / Lusa
Mas só agora é que deixou de acreditar? Deve estar a brincar... Eu sou um zé ninguém e nunca acreditei. Claro que nem a esquerdalhada acredita na geringonça, mas enquanto a pau vai... eles vão mamando!!!