Paulo Cunha / Lusa
Marcelo Rebelo de Sousa
O candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa considerou “estranha e insólita” a exigência do Presidente da República ao PS relativa ao sistema financeiro, criticando o facto de levantar dúvidas sobre a estabilidade do mesmo.
“Parece-me bem a exigência de que a base de apoio garanta a confiança ao Governo, parece-me bem a garantia da aprovação do primeiro orçamento, parece-me estranha a exigência relativa ao sistema financeiro, falando da situação e do equilíbrio do sistema financeiro. Deixa dúvidas sobre se o sistema financeiro está neste momento em crise, que não está”, disse Marcelo de Rebelo de Sousa aos jornalistas, esta segunda-feira, em Lisboa.
O candidato respondia a questões sobre o pedido do Presidente da República para que o líder socialista, António Costa, desenvolva “esforços tendo em vista apresentar uma solução governativa estável, duradoura e credível” e a clarificar questões que considera omissas nos acordos subscritos pela esquerda parlamentar.
Na opinião do candidato a Belém e ex-líder do PSD, “o Presidente da República deve ser a última instituição a levantar a questão da necessidade do equilíbrio do sistema financeiro”, considerando “uma coisa insólita” o facto de se levantar esse tema.
/Lusa
O professor Marcelo, também devia achar insólito o modo como o atual PR tratou o líder do PS, em relação ao atual líder da coligação de interesses demitido. O PR, após o ato eleitoral em que a PàF ficou em minoria, não tardou em convidar Passos Coelho a formar um governo minotitário que se sabia ia chumbar na Assembleia da República e aqui não se preocupou em meditar nas capelinhas para aferir das garantias de uma maioria para aprovar orçamentos, moções, PEC´s, etc. mas, arrastando-se a definição do novo governo, em que o PR, tomando uma posição descaradamente partidária, resolveu ouvir meio mundo enquanto o País esperava impondo, por fim, ao líder do PS condições que não colocou ao líder do seu partido. Esta forma arbitrária de exercer o poder, não prestigia o cargo de presidente da República, não respeita 62% do eleitorado, e mancha a imagem do regime democrático português perante a Europa.