José Sena Goulão / Lusa

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, cumprimenta uma refugiada.

O Presidente da República visitou o campo de refugiados em Tebas, na Grécia, e não voltou para Portugal de mãos a abanar: com ele, trouxe o currículo de uma refugiada em desespero.

No último dia da visita de Estado à Grécia, o Presidente da República português visitou um campo de refugiados em Tebas, a cerca de cem quilómetros de Atenas.

Foi durante a visita, na qual foi muito aclamado para as famosas selfies, que Sidra, uma jovem adolescente refugiada, se aproximou de Marcelo Rebelo de Sousa. “Temos um problema. A minha mãe está doente”, disse, e o Presidente beijou-a na testa e seguiu o resto da visita ao lado da jovem.

Também Benaz Omer chamou a atenção de Marcelo, estando à conversa com o Presidente da República durante bastante tempo. Omer era engenheira civil

no Iraque e está há oito meses no campo de Tebas com o marido e os dois filhos, de oito e cinco anos. Segundo o Correio da Manhã, o marido é, tal como Benaz Omer, licenciado.

Durante a conversa, a refugiada confessou que o seu maior desejo é voltar a exercer de forma legal, deslocando-se para um país europeu que a acolha e lhe proporcione condições para exercer a sua profissão e viver em segurança com a sua família.

Marcelo Rebelo de Sousa ficou comovido com a história da refugiada, e trouxe o currículo de Benaz Omer para tentar entender se o perfil da família se enquadra no próximo programa de refugiados que Portugal irá acolher. No entanto, avisou: “não posso prometer nada”.

A visita ao campo de refugiados durou cerca de uma hora, durante a qual o Presidente aproveitou para distribuir sorrisos, abraços e tirar selfies.

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