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Marcelo Rebelo de Sousa

O candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa considerou que “é um escândalo” em período de crise gastar-se centenas de milhares ou milhões de euros numa campanha, e defendeu que poderia ter apresentado um orçamento ainda mais baixo.

“É aquilo que eu sempre pensei, que as campanhas eleitorais devem ser muito mais modestas em termos de recursos financeiros”, diz Marcelo Rebelo de Sousa.

“E então em período de crise é um escândalo estar a falar em centenas de milhares de euros, ou em milhões de euros, quando as pessoas estão com as dificuldades no dia a dia, na sua saúde, na segurança social, nas despesas básicas da vida”, afirmou.

Segundo dados da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos disponibilizados hoje, dos dez candidatos presidenciais que entregaram assinaturas no Tribunal Constitucional, Marcelo Rebelo de Sousa tem o 6º maior orçamento de campanha, com 157 mil euros de despesas.

Em 1º lugar, com despesas previstas no valor de 750 mil euros, surge Edgar Silva, candidato apoiado pelo PCP e pelo PEV.

António Sampaio da Nóvoa prevê gastar 742 mil euros, sendo o candidato com o 2º maior orçamento de campanha.

A socialista Maria de Belém Roseira calcula 650 mil euros de despesas, o 3º maior orçamento para estas presidenciais.

A candidata apoiada pelo BE, Marisa Matias, prevê gastar cerca de 450 mil euros

, e o socialista Henrique Neto 275 mil euros.

Marcelo Rebelo de Sousa, antigo presidente do PSD e ex-comentador político da TVI, rejeitou haver qualquer relação entre a sua notoriedade o baixo orçamento da sua campanha.

“Eu conheço muitos candidatos com notoriedade muito elevada que, no entanto, tiveram campanhas dispendiosas ao longo da vida, quer em campanhas legislativas, quer em campanhas presidenciais”, apontou Marcelo.

“E eram muito conhecidos, muito, muito conhecidos – tinham décadas de experiência política e de notoriedade pública e de exercício de cargos públicos”, garante o candidato.

Sem nomear ninguém, Marcelo Rebelo de Sousa disse que esses candidatos, apesar da notoriedade que já tinham, “não deixaram de fazer campanhas naquela altura com valores muito superiores”.

“Tratava-se, na altura, de contos de réis, e não de euros, e de campanhas muito caras, nada comparáveis com aquilo de que estamos a falar hoje”, acrescentou.

“Se eu pudesse voltar atrás em termos de orçamento, teria apresentado um ainda mais baixo”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

“Porquê? Por uma questão de princípio”, diz o candidato.

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