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Carlos Guimarães Pinto, presidente do Iniciativa Liberal.

A Iniciativa Liberal (IL), que nas eleições de domingo conseguiu eleger pela primeira vez um deputado para o Parlamento, quer privatizar a RTP, considerando que o canal público é uma “máquina de propaganda”.

“Não faz sentido os portugueses verem a sua fatura de eletricidade agravada para alimentar uma máquina de propaganda”, afirmou ao jornal i o presidente da IL, Carlos Guimarães, dando conta que a medida faz parte do programa eleitoral do partido, que prevê a privatização de “empresas públicas ineficientes”.

“A RTP, como se tem demonstrado por várias vezes, é apenas um instrumento de controlo de informação por parte do poder político”, frisou.

Já em 2011, o programa eleitoral do PSD, à época liderado por Pedro Passos Coelho, previa a privatização do canal público, mas a medida acabou por ser por ser travada por causa do CDS. “A vontade do primeiro-ministro em resolver o problema do futuro da RTP até ao final de 2012 não se concretizou devido ao CDS”, contou o então Presidente da República Aníbal Cavaco Silva, na segunda parte do livro Quinta-feira e Outros Dias.

Mas as privatizações da IL não se ficam pelo canal público: a força política, fundado em 2017, quer também privatizar a Caixa Geral de Depósitos.

“No banco público são sempre os contribuintes a pagar e os responsáveis pela má gestão nunca têm absolutamente nada a perder. Só em 2017 custou 4 mil milhões de euros de recapitalização”, disse Carlos Guimarães, em declarações ao jornal Eco.

“Vivemos num regime de asfixia fiscal, com excesso de burocracia e poder do Estado sobre a vida das pessoas. Este ciclo só pode ser quebrado inovando a forma de fazer política e trazendo uma efetiva alternativa ao socialismo”, pode ler-se no programa da IL.

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