A Rússia está a aperfeiçoar o sistema de defesa apocalíptico ‘Mão Morta’, que em caso de uma Guerra Termonuclear Global consegue disparar automaticamente todas as armas nucleares russas de uma só vez – mesmo que não haja ninguém para carregar no botão vermelho.

Segundo o jornal britânico Daily Star, a Rússia está a aperfeiçoar a “arma do apocalipse”, um sistema de defesa que garante que caso seja atacada e destruída por um ataque nuclear, os seus inimigos não ficam vivos para contar.

O sistema Perimetr, conhecido no Ocidente como Mertvaya Ruka, “Mão Morta” em russo, é um sistema automatizado de controle de uma resposta massiva a um golpe nuclear, elaborado na União Soviética durante a Guerra Fria como último recurso para se defender de um agressor.

Em entrevista ao jornal britânico, o especialista em desarmamento Bruce Blair explica que o sistema não só ainda funciona, mas que até está a ser aperfeiçoado, e que será capaz de garantir a destruição total de qualquer inimigo da Rússia que lance um ataque.

O sistema, que estará baseado num bunker subterrâneo próximo de Moscovo, foi pensado para assegurar que a Rússia tem capacidade de resposta mesmo que a sua hierarquia militar tenha sido destruída por um primeiro ataque nuclear dos Estados Unidos.

O Mertvaya Ruka funciona com sensores que detectam detonações nucleares nas proximidades da Rússia e identificam que a cadeia de comando militar russa foi eliminada. Então o sistema assume o comando e lança um míssil que atravessa o país, enviando um sinal que activa todos as ogivas nucleares russas e ordena o lançamento dos mísseis.

Contudo, apesar de a ideia de um sistema de defesa que garante a destruição do planeta ser assustadora, para o especialista em desarmamento o Perimetr na realidade contribui para a redução do risco de uma guerra nuclear

, sendo “um meio acessível e ético de prevenir uma guerra nuclear”.

A 1 de março deste ano, o presidente russo Vladimir Putin anunciou um leque de novas armas invencíveis que a Rússia começou a produzir recentemente, incluindo novas armas hipersónicas, mas detalhou que o país apenas pondera um dia usar armas nucleares como medida de retaliação.

“A existência da Mão Morta significa que o Ocidente vai pensar duas vezes se quiser usar armas nucleares” contra a Rússia, diz Blair. Mas o especialista considera que o aperfeiçoamento do sistema surge principalmente para evitar um golpe americano de “decapitação” da liderança da Rússia.

Blair realça que o maior problema é que se o Perimetr for vulnerável a ciberataques, vai representar uma nova ameaça à segurança mundial – que cai fora do controle de qualquer governo.

E atendendo a que já só faltam 2 minutos para o fim do mundo, resta saber se o aperfeiçoamento da arma russa vai adiantar ou atrasar o famoso Relógio do Apocalipse.

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