José Sena Goulão / Wikimedia

Manuel Pinho, ex-ministro da Economia

O ex-ministro da Economia foi nesta segunda-feira constituído arguido no caso que investiga suspeitas de corrupção na EDP.  E o advogado do ex-governante lamenta que a Polícia Judiciária não lhe tenha feito nenhuma pergunta.

Manuel Pinho foi nesta segunda-feira chamado à Polícia Judiciária (PJ), no âmbito de um inquérito a eventuais crimes de corrupção e participação económica em negócio na área da energia.

Chamado à Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ, Pinho foi constituído arguido, sem que lhe tenha sido feita qualquer pergunta, lamenta o advogado do ex-ministro, Ricardo Sá Fernandes, em declarações à RTP.

“Não é assim que se trabalha. Não é assim que se respeita os cidadãos, não é assim que se investiga”, critica Sá Fernandes no canal público.

O advogado nota que Pinho está “inteiramente de acordo em que se procedam a todas as investigações necessárias para cabal esclarecimento destes assuntos que têm a ver com a EDP”.

Mas lamenta o que define como “este espectáculo todo das suspeitas sobre as rendas excessivas”. “Acordada uma data para vir prestar declarações, ele está aqui, disponível para prestar declarações, interessado em saber aquilo que lhe é imputado e não lhe foram referidos os factos concretos e não lhe é feita nenhuma pergunta

“, queixa-se Sá Fernandes.

Manuel Pinho já garantiu que não recebeu qualquer favorecimento da EDP, pedindo para que o caso seja levado “até às últimas consequências”.

Até ao momento, são conhecidos sete arguidos num inquérito do DCIAP (Departamento Central de Investigação e Acção Penal), que investiga crimes de corrupção e participação económica em negócio na área da energia, entre os quais os presidentes da EDP e da EDP Renováveis, António Mexia e João Manso Neto, respectivamente.

João Faria Conceição, administrador da REN e antigo consultor do ex-ministro Manuel Pinho, Pedro Furtado, responsável de regulação na empresa gestora das redes energéticas, Rui Cartaxo, que entre 2006 e 2007 foi adjunto de Manuel Pinho, Pedro Resende e Jorge Machado, que foram vogais do conselho de administração da EDP, são os restantes arguidos conhecidos.

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