O governo da Alemanha criou um site para ensinar o “bê-á-bá” do sexo aos migrantes, contendo conselhos sobre sexualidade, ensinamentos sobre o respeito dos homossexuais e até dicas de como praticar vários actos sexuais.

“Zanzu: O meu corpo em palavras e imagens” é o lema do site lançado no passado mês de Março, no rescaldo dos ataques sexuais verificados em Colónia

, na Alemanha, na noite da final do ano 2015. Na página lê-se que o objectivo é disponibilizar “conselhos sobre sexo e sexualidade para migrantes que não vivem há muito tempo na Alemanha“.

Com conteúdos em 12 línguas, incluindo Árabe, Turco, Albanês, Inglês, Francês e Espanhol (mas nada de Português), o site apresenta secções sobre saúde sexual, relações e emoções, planeamento familiar e assuntos legais, além de informação sobre doenças sexualmente transmissíveis e recomendações sobre a necessidade de respeitar os homossexuais.

DR Zanzu.de

Também contém imagens gráficas e explicações sobre como praticar vários actos sexuais, com dicas como a importância de “variar os movimentos em velocidade, ritmo e intensidade”. “Por exemplo, o homem pode ficar em cima da mulher, a mulher em cima do homem ou o homem por trás da mulher”, é outra das considerações descritas no site.

A ideia do governo alemão, que afirma promover a integração de migrantes e refugiados oriundos de meios conservadores e religiosos numa sociedade muito mais liberal, nomeadamente em termos da sexualidade, é vista por alguns como uma medida “racista”.

O cientista Heinz-Jürgen Voss, que investiga temas sexuais na Universidade Merseburg, considera em declarações ao Washington Post que é criticável considerar que os sírios e os iraquianos sabem menos de sexo do que os alemães.

Por outro lado, há quem critique o facto de o governo gastar 136 mil euros num site sobre sexo quando há outros assuntos bem mais graves para resolver.

Há ainda quem sublinhe que não será com uns gráficos bonitos que será possível reverter anos e anos de educação conservadora, nomeadamente quanto ao respeito pelas mulheres.

SV, ZAP