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Ocean Shield
As equipas de busca do avião da Malaysia Airlines, desaparecido há um mês, identificaram mais dois novos sinais de áudio “compatíveis” com caixas-pretas.
O chefe do Centro de Coordenação de Agências Conjuntas Angus Houston, que coordena a missão, informou que a embarcação Ocean Shield, equipada com equipamento de alta tecnologia, captou os ruídos novamente em duas ocasiões na terça-feira.
“O Ocean Shield conseguiu captar sinais em duas ocasiões, no final da tarde e durante a noite de terça-feira“, afirmou Angus Houston, que se encontra em Perth, no oeste da Austrália. O primeiro sinal, que durou cinco minutos e 32 segundos, foi captado durante a tarde, e o segundo sinal, de sete minutos, durante a noite do mesmo dia (hora de Perth).
“Eu acredito que estamos à procura na área certa”, disse Houston. “Mas antes precisamos identificar visualmente os destroços da aeronave para afirmar com certeza que este foi o lugar onde o MH370 caiu”, acrescentou.
No fim de semana, outros dois sinais já haviam sido identificados pelo Ocean Shield, que está munido de um towed pinger locator. Trata-se de um dispositivo que é rebocado em baixa velocidade e tenta ler pings (sinais de dados) que estão a ser emitidos pela caixa negra no mar.
Após a análise, especialistas do Centro de Análises Acústicas da Austrália concluíram que os primeiros pings não se tratavam de sons naturais, mas de ruídos emitidos por um “equipamento eletrónico específico
“.O voo MH370 desapareceu no dia 8 de março com 239 pessoas a bordo. A aeronave partiu de Kuala Lampur, na Malásia, rumo a Pequim, na China, mas desapareceu dos radares 40 minutos após a descolagem.
Área de buscas
Os novos sinais foram capturados a uma profundidade de 4,5km, na mesma região onde o Ocean Shield identificou os primeiros.
Angus Houston afirma que isso possibilitará restringir a área de buscas, crucial para que o veículo submarino autónomo Bluefin 21 possa ser enviado ao fundo do mar para buscar destroços e a caixa negra.
“Agora com mais sinais, esperamos ter uma área menor e, em poucos dias, detectar algo no fundo”, disse ele.
As equipes correm contra o tempo para recuperar a caixa negra, já que as baterias duram cerca de 30 dias. Desde o desaparecimento do avião, já se passaram 31 dias.
Sinais de radar e cálculos indicam que o avião teria caído no sul do Oceano Índico, mas até agora nenhum destroço foi encontrado.
ZAP / Lusa / BBC