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A ativista adolescente Malala Yousafzai, Prémio Nobel da Paz

O ministro da Educação do Quebec afirmou que seria “uma honra” se Malala Yousafzai quisesse dar aulas na região francófona do Canadá, mas que não podia “usar sinais religiosos no exercício das suas funções”.

Jean-François Rochelle, ministro da Educação do Quebec, a região francófona do Canadá, marcou presença numa reunião preparatória da cimeira do G7 em Paris e publicou no Twitter uma fotografia com a ativista paquistanesa Malala Yousafzai.

Segundo o Expresso, a fotografia deu origem a protestos, devido a uma lei canadiana recente que proíbe certos funcionários em posições de autoridade de utilizarem o lenço islâmico na cabeça – o hijab, que a jovem paquistanesa usa sempre e com o qual aparece ao lado do ministro na fotografia publicada na rede social.

Depois de o governante ter publicado a fotografia no Twitter, um jornalista perguntou-lhe se Malala poderia dar aulas no Quebec, se assim o desejasse.

“Dir-lhe-ia certamente que seria uma imensa honra e que no Quebec, como é o caso em França (onde nos encontramos atualmente) e noutros países abertos e tolerantes, os professores não podem usar sinais religiosos no exercício das suas funções“, respondeu Jean-François Rochelle.

Musfata Farooq, diretor executivo do Conselho Nacional de Muçulmanos Canadianos, comentou no site do Huffington Post que a resposta do ministro “é histérica e tragicamente absurda”.

“Serve para mostrar a natureza do que acontece quando se começa a fazer legislação que retira às pessoas as suas liberdades civis“, afirmou o responsável da organização que irá contestar a nova lei em tribunal.

Malala escrevia desde os 11 anos, sob anonimato, um diário para a BBC sobre o que era a sua vida no regime talibã. Em 2012, a paquistanesa foi baleada por militantes talibãs, quando ia a caminho da escola.

A Nobel da Paz acabou por abandonar o país entre a vida e a morte. A ativista continuou a defender em público o direito das suas compatriotas à educação, tornando-se uma inspiração para a luta pelo direito à educação e pelo respeito dos direitos humanos.

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