Mario Cruz / Lusa
Kate e Gerry McCann, os pais de Maddie
Os detetives que investigam o desaparecimento da menina britânica Madeleine McCann em Portugal em 2007 vão receber mais fundos para prosseguir a busca da menor, confirmou hoje em Londres o Ministério do Interior.
A pequena desapareceu do quarto no qual dormia com os seus dois irmãos num complexo turístico do Algarve, sul de Portugal, em maio de 2007, quando tinha três anos de idade.
O ministério indicou que a Polícia Metropolitana de Londres (Met) solicitou mais dinheiro para financiar a busca de Madeleine, catalogada como “Operação Grange”, e que o pedido foi concedido.
“O Governo está comprometido com a investigação sobre o desaparecimento de Madeleine McCann”, apontou um porta-voz do Interior. Segundo a imprensa local, as forças da ordem irão receber cerca de 170.000 euros para prosseguir com as investigações.
Os detetives britânicos tinham revelado no ano passado que se encontravam a seguir uma linha de investigação muito importante, que era vista como a “última tentativa” para tentar desvendar o mistério do desaparecimento de Maddie, como ficou conhecida a criança que desapareceu do seu quarto, num resort turístico na Praia da Luz, no Algarve.
Em outubro, a polícia britânica anunciou estar à procura de uma “pessoa de interesse”
, no âmbito do caso de desaparecimento de Maddie. Chegar até essa pessoa era então tido como “uma das linhas críticas do inquérito” da polícia britânica, que tinha financiamento para continuar a investigar o caso até março deste ano.O financiamento agora aprovado pelo governo britânico irá permitir à Scotland Yard manter a equipa de quatro agentes dedicados ao caso. Um porta-voz da família McCann adiantou hoje que os pais de Maddie, Kate e Gerry, estão “incrivelmente agradecidos” pela atribuição de dinheiro para continuar à procura da sua filha.
Os pais, acrescentou o porta-voz, “estão animados porque a Met ainda acredita que há trabalho por fazer e estão incrivelmente agradecidos ao ministério do Interior por facilitar um orçamento adicional”.
Estima-se que a investigação tenha custado até agora 11 milhões de libras – cerca de 12,5 milhões de euros. Maddie desapareceu há 11 anos.
Tanta tolice até ao dia em que se perceba que o crime está "escarrapachado" nos olhos de duas pessoas que tanto fazem e recebem para procurar "Maddie". É preciso não ter coração, como escrevia Émile Zola em «La bête Humaine».